ONG pede 15 milhões de libras contra fome

Londres, 26 nov (EFE).- A ONG Oxfam iniciou uma campanha para arrecadar 15 milhões de libras (17,7 milhões de euros), a fim de ajudar a as vítimas da crise alimentícia, que correm o perigo de ser esquecidas no meio da crise financeira internacional.

EFE |

Em comunicado divulgado hoje, a Oxfam afirma que há 119 milhões de famintos a mais do que há dois anos, quando, segundo ela, começou a crise alimentícia.

Esta situação não melhorou pela recente baixa do custo dos alimentos nos mercados mundiais, pois, acrescenta a ONG, "embora os preços tenham caído globalmente nas últimas semanas, a volatilidade dos preços continua sendo um problema e não se combateram as causas subjacentes à crise".

A Oxfam diz que, apesar da queda das últimas semanas, os preços dos alimentos seguem 28% mais caros do que há dois anos e que neste período o número de pessoas que passam fome chegou a 1 bilhão.

Para a ONG, estes números têm por trás "um custo humano" concreto: um menor morre a cada cinco segundos no mundo por falta de alimentos, 13 milhões de bebês nascem desnutridos por ano, porque suas mães não tiveram uma dieta adequada durante a gravidez, e 178 milhões de crianças com menos de 5 anos tem desenvolvimento físico e mental deficiente por falta de alimento.

O diretor de campanhas da Oxfam, Phil Bloomer, afirma que "o mundo não pode dar as costas aos milhões de bebês desnutridos que nascem a cada ano ou aos milhões de crianças que vêem arruinadas sua educação e sua saúde por culpa da fome".

"Nenhuma mãe deste mundo deveria enfrentar a terrível escolha entre comer ou dar de comer a seus filhos", acrescenta Bloomer.

"Pedir dinheiro aos cidadãos é difícil no clima econômico atual, no qual todos estamos sentindo a crise, mas uma pequena contribuição pode marcar uma grande diferença nas possibilidades de sobrevivência de famílias vítimas de uma crise pela qual elas não têm nenhuma responsabilidade", acrescenta.

A Oxfam destaca que as maiores vítimas são as mulheres e as crianças, pois "são os primeiros a recortar suas dietas".

Segundo a ONG, "em muitos países, inclusive as mulheres grávidas e lactantes têm que deixar de comer para que seus maridos comam".

EFE fpb/jp

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