ONG palestina pede a Lula romper relações comerciais e militares com Israel

Jerusalém, 16 mar (EFE).- A ONG palestina Stop the Wall (Detenha o Muro) pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cortar as relações comerciais e militares com Israel ao advertir que o Estado judeu legitima o apoio à ocupação dos territórios palestinos.

EFE |

Essa organização, que critica o muro de separação israelense na Cisjordânia, divulgou um documento no qual apresenta dados sobre as relações bilaterais entre Brasil e Israel em matéria econômica e de defesa.

"Com essa campanha, aqueles que perderam suas terras por causa dos assentamentos (israelenses) e do muro se dirigem ao presidente Lula", afirma o coordenador da iniciativa, Jamal Juma.

No comunicado, a ONG acrescenta que tentou levar suas preocupações a Lula, mas não teve nenhum encontro confirmado com o presidente brasileiro, que visita hoje o território ocupado da Cisjordânia.

"É inaceitável estabelecer acordos comerciais com um país cujas empresas se beneficiam intrinsecamente dos assentamentos e da ocupação", critica Juma. Para ele, é surpreendente "ver como o Brasil recompensa essas empresas que constroem o muro e as armas que nos matam, com mais e mais acordos de armas".

A ONG palestina pede ao Brasil o fim do Tratado de Livre-Comércio entre Mercosul e Israel, que entrará em vigor no próximo dia 4 de abril. Além disso, a entidade pede também que o Brasil busque um embargo de armas e o boicote a produtos que sejam fabricados nas colônias judaicas.

Segundo o documento, além de centenas de milhões de dólares em contratos assinados com a companhia Elbit desde 2000, a Força Aérea Brasileira assinou um contrato para a compra durante cinco anos de 12 aviões Kfir por US$ 90 milhões e a aquisição em 2006 de mísseis Derby produzidos pela empresa Rafael, entre outros acordos.

"O Brasil deverá decidir entre negociar com Israel e sua armas ou posicionar-se ao lado do povo palestino, dos direitos humanos, da democracia e cortar as relações militares com Israel", conclui o responsável da campanha. EFE db/sa

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