ONG italiana diz que execuções por pena de morte aumentaram em 2007

Roma, 24 jul (EFE).- Em 2007, ocorreram 5.

EFE |

851 penas de morte no mundo, apesar de o número de países que aplicam esta sentença ter caído para 49, segundo o relatório apresentado hoje pela organização italiana contra a pena capital Nessuno tocchi Caino.

O relatório revelou que em 2007 continuou a tendência dos países de abolir a pena de morte, passando de 51 Estados em 2005 para os 49 atuais.

A Ásia é o continente onde acontece quase a totalidade das penas de morte, com 5.782 execuções em 2007 das 5.851 totais, das quais cinco mil ocorreram apenas na China.

A organização lamentou que, apesar da redução de países, o número de execuções continue crescendo. Em 2006 foram 5.635 casos e em 2005, 5.494.

Segundo o relatório, o aumento das execuções deve-se, sobretudo, às penas a morte ditadas no Irã, Arábia Saudita e China, onde se efetuou 85,4% do total de sentenças.

Em 2007, a China executou pelo menos cinco mil pessoas, o Irã 355, e a Arábia Saudita 166, seguidos pelo Paquistão com 134, Estados Unidos (42), Iraque (33), Vietnã (25), Iêmen e Afeganistão (ambos com 15) e Coréia do Norte (13).

O relatório também denunciou que o mais freqüente é que os países, sobretudo China, Vietnã, Belarus e Mongólia, ocultem o número de execuções e que"por isso que é muito difícil oferecer números exatos".

Em 2007 e nos primeiros seis meses deste ano, Ruanda, Quirguistão, Uzbequistão, Ilhas Cook e Albânia aboliram a pena de morte, enquanto Comores, Coréia do Sul, Guiana e Zâmbia, há dez anos não aplicam a pena capital e por isso o relatório considera essas nações como abolicionistas.

O documento mostra que em França e Itália a pena de morte foi eliminada de sua Constituição em 2007.

Nos EUA, New Jersey foi o primeiro estado do país a abolir a pena capital desde que a Suprema Corte a reinstalou em 1972.

Para a organização italiana, as grandes "derrotas" na luta contra a abolição da pena de morte foram o Afeganistão e a Etiópia, que retomaram as execuções após vários anos de suspensão.

Além disso, o Parlamento da Guatemala reinstaurou a pena capital e o estado americano de Dakota do Sul condenou uma pessoa 60 anos após ter suspendido esta prática.

A organização revelou, além disso, que 12 menores foram condenados em 2007, sendo sete no Irã, três na Arábia Saudita, um no Paquistão e outro no Iêmen.

A associação ressaltou a importância da votação por parte da Assembléia Geral das Nações Unidas de uma resolução para estabelecer uma moratória das execuções em dezembro de 2007.

Além disso, concedeu o prêmio Abolicionista 2008 ao ex-primeiro-ministro italiano Romano Prodi que foi o prinicpal defensor da campanha para o pedido da moratória. EFE ccg/ab/rr

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