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ONG israelense protesta contra estrada só para israelenses

Jerusalém, 5 jan (EFE).- A ONG israelense Paz Agora apresentou às autoridades do país uma série de objeções à planejada construção de uma estrada só para israelenses em território palestino ocupado ao norte de Jerusalém.

EFE |

A estrada 20 ligaria Pisgat Ze'ev, um assentamento judaico na periferia nordeste da cidade, com a estrada 443, passando por propriedades particulares da localidade palestina de Beit Hanina, explicou a ONG, em comunicado.

A Paz Agora, principal organização civil pacifista de Israel, só contestou perante a subcomissão do Conselho Superior de Planejamento a parte da estrada planejada em território cisjordaniano, e não a parte majoritária, que se enquadra nos limites municipais de Jerusalém, ampliados por Israel após tomar e posteriormente anexar o leste da cidade, na Guerra dos Seis Dias de 1967.

A organização denuncia que a estrada 20 é "planejada como uma rodovia só para israelenses", o que "torna ilegal sua construção", para a qual o Ministério dos Transportes destinou 80 milhões de shekels (cerca de US$ 21 milhões).

"Mesmo após a abertura da estrada 443 aos palestinos, os residentes árabes só poderão dirigir para Ramala (mais ao norte, na Cisjordânia), mas não poderão seguir até Jerusalém nem serão permitidos usar a estrada 20", acrescentou.

Na semana passada, a Corte Suprema israelense ordenou ao Exército revogar em um prazo de cinco meses a proibição aos palestinos de usar a estrada 443, que liga Jerusalém a Tel Aviv, passando pelo território ocupado da Cisjordânia.

Construída nos anos 80, principalmente em terras cisjordanianas, a rodovia tinha sido proibida aos palestinos desde 2002 por causa de diversos ataques contra carros de israelenses no início da Segunda Intifada, em setembro de 2000.

Em sua sentença, a corte considerava que a proibição era "desproporcional", embora entendesse os riscos para a segurança gerados pelos ataques e rejeitasse as acusações de "apartheid" feitas por algumas organizações de defesa dos direitos humanos.

"Impedir que os residentes locais usem uma estrada somente porque são palestinos é uma discriminação que é proibida. Enquanto (a sentença sobre a 443) não trata de apartheid, este caso (da estrada 20) infelizmente não está longe do apartheid", disse à rádio militar israelense Barak Medina, professor na Faculdade de Direito da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Uma vez construída, a estrada 20 se juntaria à rede de estradas exclusivas para israelenses que há no território palestino ocupado da Cisjordânia, principalmente para proteger os colonos judeus em seus deslocamentos. EFE ap/sa-an

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