Teerã, 20 jul (EFE).- Um grupo de ativistas iranianos pró-direitos humanos iniciou uma campanha para impedir o apedrejamento até a morte de oito mulheres e um homem acusados de adultério por tribunais do país.

A advogada Shadi Sadr, porta-voz da chamada Rede de Advogados Voluntários, disse hoje em Teerã que essas pessoas foram condenadas ao apedrejamento em julgamentos sem advogados ou testemunhas.

Sadr, que destacou que as sentenças "podem ser cumpridas a qualquer momento", também expressou a preocupação de sua organização pelo fato de que "não existem garantias de que as penas serão comutadas".

O Irã faz uma leitura bastante rígida da Lei Islâmica (sharia) e condena à morte traficantes de drogas, homossexuais e estupradores, enquanto as mulheres e os homens casados considerados adúlteros ão condenados ao apedrejamento. EFE fa/bm/sc

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