Porto Príncipe, 2 fev (EFE).- A ONG Aldeias Infantis SOS afirmou hoje que identificou os familiares de 33 crianças supostamente sequestrados por cerca de dez americanos no último sábado.

O diretor do projeto de emergência da ONG no Haiti, Edgar Orantes, indicou à Agência Efe que até o momento "cerca de dez" parentes foram até a sede da instituição nos arredores de Porto Príncipe, onde estão as crianças.

Assinalou que a maioria dos familiares alega que um pastor às procurou oferecendo uma vida melhor às crianças, diante da expectativa no Haiti em meio ao caos pelo terremoto de 12 de janeiro.

"A versão deles é que um pastor de uma congregação religiosa estava propondo levar às crianças para livrá-las das epidemias e dar a elas uma vida melhor", disse.

As autoridades estão investigando a veracidade dos laços familiares e a maneira de devolvê-las as respectivas famílias.

"Nosso propósito é fazer uma investigação e colaborar com o Instituto de Desenvolvimento Social, que vai concluir os questionamentos para que as crianças possam voltar as suas famílias", explicou Orantes.

"Queremos que as famílias permaneçam unidas e nós podemos garantir alimento e provisões pelo menos durante essa etapa de emergência. Acreditamos que se as famílias têm garantidas as necessidades básicas podem voltar a reunir-se", sustentou.

Orantes indicou que as crianças estão bem. Após a chegada receberam atendimento médico, algumas estavam desidratadas e outras tinham doenças de pele.

"Superado isto receberão ajuda psicológica", acrescentou.

O diretor do projeto de emergência de Aldeias Infantis SOS esclareceu que as crianças têm idades entre dois anos e meio e 12 anos.

Para hoje estava previsto o depoimento dos dez americanos detidos no caso. Cabe a Justiça decidir se serão julgados no Haiti ou nos Estados Unidos. EFE jlp/dm

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