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ONG expressa indignação ao saber que EUA têm menores presos no Iraque

Nova York, 19 mai (EFE) - Os advogados da ONG International Justice Network (IJN) expressaram hoje sua indignação após ser divulgado que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos admitiu perante a organização que retém menores de 18 anos em centros de detenção de adultos no Afeganistão e no Iraque.

EFE |

A organização indica em seu site que essa informação se depreende de um relatório apresentado pelos Estados Unidos perante o Comitê da ONU para os Direitos da Criança, com sede em Genebra.

No documento, os EUA "admitiram que retêm cerca de 90 menores no Afeganistão, incluindo 10 que estão na prisão de Bagram junto à população adulta".

"Com os casos documentados que já existem de tortura, abusos e injustiças cometidas nas prisões secretas dos Estados Unidos no exterior, nos impressiona saber que inclusive as crianças não têm imunidade para ser retidas sem o devido processo em Bagram", disse a diretora-executiva da IJN, Tina Monshipour Foster.

Segundo diversos veículos de comunicação americanos, militares dos EUA retêm, além dessas crianças no Afeganistão, outros 500 menores em diferentes centros no Iraque.

No site da ONG americana, uma de suas diretoras e professora de Direitos Humanos da Universidade de Stanford, Barbara Olshansky, assinalou que "a lei internacional proíbe claramente reter crianças nessas horríveis e aterrorizantes prisões".

"Não parece que haja objetivo legítimo algum para reter essas crianças sem que suas famílias ou seus advogados possam ter acesso a elas", indicou Olshansky.

A International Justice Network é a única organização de defesa dos direitos humanos que representa juridicamente os detidos na prisão afegã de Bagram e desde 2006 apresentou em seu nome vários processos.

O Comitê da ONU para os Direitos da Criança revisa de hoje até 6 de junho em Genebra os relatórios periódicos sobre a infância de diversos países além dos EUA, como Geórgia, Bulgária, Coréia do Sul, Sérvia, Serra Leoa, Filipinas e Eritréia. EFE emm/db

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