ONG diz que mortos em conflitos religiosos na Nigéria chegam a 200

Pelo menos 200 pessoas já morreram até esta quarta-feira em confrontos entre cristãos e muçulmanos na cidade de Jos, na região central da Nigéria, de acordo com o organização não-governamental Human Rights Watch. O vice-presidente nigeriano enviou soldados para ajudar a polícia a reestabelecer a ordem na região, onde patrulhas vigiam as ruas e vigora um toque de recolher de 24 horas.

BBC Brasil |

A violência religiosa começou no domingo, levando milhares de pessoas a abandonarem as suas casas.

Casas, mesquitas e igrejas já foram queimadas e diversas pessoas presas desde então.

Esta teria sido a primeira vez que o presidente em exercício Goodluck Jonathan tenha usado seus poderes executivos desde que o presidente Umaru Yar'Adua foi ser tratado por problemas de saúde na Arábia Saudita, em novembro.

Exército no controle
O porta-voz da 3ª Divisão do Exército da Nigéria, tenente-coronel Shekari Galadima, afirmou à BBC que as ruas estão calmas e que as tropas assumiram o controle da situação.

A região foi palco de diversos episódios isolados de violência religiosa.

Em 2008, pelo menos 200 pessoas morreram em embates entre muçulmanos e cristãos, e cerca de mil pessoas morreram em 2001.

A atual onda de violência forçou pelo menos 3 mil pessoas a deixar as suas casas e se alojar em um acampamento improvisado em uma academia de polícia.

Jos fica no centro da Nigéria, em uma região volátil - entre o norte, de população majoritariamente muçulmana, e o sul, onde a maioria é cristã ou segue religiões tradicionais locais.

Segundo correspondentes, tais choques na Nigéria costumam ser atribuídos a sectarismo.

Mas pobreza e acesso a recursos como terra com frequência estão na raíz da violência.

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