ONG diz que há 400 milhões de vítimas de tráfico de menores

Valência (Espanha), 7 mai (EFE) - Entre 30 milhões e 40 milhões de crianças no mundo são vítimas de tráfico ilegal, segundo dados oficiais, mas se estima que o número pode chegar a 400 milhões deste negócio que movimenta todos os anos 37 bilhões de euros (US$ 57,350 bilhões), segundo a Fundação Terra dos Homens. Esta entidade e a Fundação pela Justiça organizaram o 2º Congresso Internacional Stop o tráfico de crianças, inaugurado hoje em Valência, e que reunirá durante três dias especialistas sobre a exploração infantil. Segundo as estimativas da ONG, este negócio ilegal é o terceiro mais lucrativo do mundo, atrás do tráfico de armas e de drogas, e afeta 1,2 milhão de crianças ao ano. Embora o número oficial oscile entre 30 milhões e 40 milhões de vítimas, acredita-se que a realidade multiplica este número por dez, com o que poderia haver 400 milhões de crianças escravizadas no mundo. Isso representa 10% da mão-de-obra total e a contribuição de 13 bilhões de euros (US$ 20,150 bilhões) ao Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Na abertura do congresso, o presidente da Fundação Terra dos Homens, Raffaele K. Salinari, insistiu em que o modelo de desenvolvimento ocidental está baseado nesse lado sombrio que supõe a exploração infantil.

EFE |

Segundo ele, na Europa o mercado de pornografia e prostituição infantil movimenta 3 bilhões de euros (US$ 4,65 bilhões) ao ano.

O especialista independente em tráfico de crianças Mike Dottridge falou sobre a necessidade de que no Ocidente se conheça a realidade social dos países de origem dos menores explorados e, relacionado com isso, na importância da prevenção.

Dottridge falou sobre a situação da Índia, onde em uma cidade como Mumbai todos os meses desaparecem entre 150 e 200 crianças, dos quais entre 30% e 40% aparecem mortos ou com algum órgão extirpado.

O especialista considerou "importante" que exista sistemas acessíveis para que todos os países possam compartilhar suas experiências na prevenção da exploração infantil.

Apesar de ter admitido a responsabilidade da sociedade ocidental na exploração infantil, Dottridge destacou que a maioria dos clientes das meninas obrigadas a se prostituir em países asiáticos não provêm do chamado "turismo sexual", mas da população local. EFE cdg/db

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