ONG diz que campanha de Cristina à Presidência pode ter custado 4 vezes mais

Buenos Aires, 12 set (EFE) - A campanha eleitoral que, no ano passado, levou Cristina Fernández de Kirchner à Presidência da Argentina custou quatro vezes mais que o declarado pelo partido da governante, afirmou hoje a ONG Poder Ciudadano. Uma das diretoras do representante local da Transparência Internacional, Laura Alonso, disse que, enquanto o partido governista Frente para a Vitória (FPV) reconheceu gastos de 17 milhões de pesos (US$ 5,4 milhões), a campanha pelo menos custou entre 60 e 80 milhões de pesos (US$ 19,3 e US$ 25,8 milhões). As declarações de Alonso ao site do jornal La Nación coincidem com um famoso julgamento em Miami relacionado com US$ 800 mil apreendidos de um empresário venezuelano ao chegar a Buenos Aires em agosto de 2007. Segundo gravações realizadas pelo FBI (Polícia federal americana) envolvendo os acusados, o dinheiro procedente da Venezuela estava destinado a financiar a campanha de Cristina para o pleito de 29 de outubro de 2007. As gravações foram apresentadas durante o julgamento que ocorre em Miami com o venezuelano Franklin Durán, acusado de fazer parte de um grupo de agentes da Venezuela que tentou impedir que o cidadão venezuelano-americano Guido Antonini Wilson revelasse o destino da maça com dinheiro. Durante toda a campanha de 2007, Poder Ciudadano marcou a total inconsistência entre o volume total de despesas da Frente para a Vitória e o que verdadeiramente custou a campanha. Há muito dinheiro escondido, di...

EFE |

Segundo ela, "os 17 milhões de pesos que foram justificados ficam sob suspeita, sobretudo com o caso da maleta do empresário venezuelano". EFE hd/db

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