ONG diz que BM rompeu contrato com frigorífico por devastar Amazônia

Rio de Janeiro, 13 jun (EFE).- A ONG Amigos da Terra comemorou hoje a suposta decisão do Banco Mundial (BM) de rescindir um contrato de empréstimo para a expansão na Amazônia do frigorífico Bertin, acusado de comprar gado de produtores ilegais, que criam os animais em terras indígenas e em áreas devastadas sem permissão.

EFE |

A organização de defesa do meio ambiente afirmou em comunicado que, diante das denúncias, o BM decidiu cancelar o contrato de financiamento, que incluía um empréstimo de US$ 90 milhões concedido pela Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), o braço financeiro do Banco.

O Banco Mundial até agora não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

A ONG assegura que, desde 2006, junto com grupos brasileiros de defesa da Amazônia, vem alertando ao IFC sobre a falta de estudos em torno dos impactos ambientais provocados pela expansão do Bertin em três estados que contêm partes da floresta.

A Amigos da Terra afirma ainda que espera que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) siga o exemplo do BM e suspenda os créditos que concede a produtores e exportadores de carne acusados de incentivar o desmatamento da Amazônia. EFE cm/db

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