ONG diz que 2 palestinos podem ter sido executados por Israel

Jerusalém, 26 dez (EFE).- Uma investigação realizada pela ONG israelense BTselem sobre a morte de três palestinos na madrugada passada, em Nablus, sugere que o Exército israelense pode ter executado pelo menos dois deles.

EFE |

Na incursão militar morreram três palestinos que o Exército israelense identifica como milicianos vinculados ao braço armado do Fatah, As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, que são acusados de serem responsáveis pela troca de tiros que na quinta-feira deixou um colono judeu morto na Cisjordânia.

Forças israelenses cercaram as casas dos três suspeitos e pediram que se entregassem. Moradores de Nablus contam, porém, que diante da recusa, invadiram os locais e os mataram.

De acordo os dados em poder da B'Tselem, em dois dos três casos as tropas se comportaram como se estivessem se preparando para uma execução e não para uma eventual detenção.

Parentes das vítimas e testemunhas disseram à ONG israelense que dois dos procurados estavam desarmados e não tentaram escapar, e que os soldados também não tentaram impedi-los, apenas atiraram de uma distância curta.

Não houve testemunhas da morte do terceiro morto. O grupo de direitos humanos nos territórios ocupados pediu ao Exército israelense que abra uma investigação sobre o caso.

Fontes militares disseram a jornalistas estrangeiros que a intenção dos soldados na madrugada passada em Nablus era de fazer batidas a fim de deter os suspeitos vinculados com a morte do colono.

Segundo a fonte, os três rejeitaram ser entregar, as tropas israelenses "não esperam que os indivíduos perigosos atirem" e "havia um fator de risco muito elevado na operação".

O último indivíduo, cuja morte não teve testemunhas e era membro das forças da Segurança Preventiva palestina, estava escondido com uma pistola e dois rifles de assalto M16, de acordo com as fontes militares. EFE db/rr

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