ONG denunciam aumento da violência no Afeganistão

Cabul, 1 ago (EFE) - As agências de cooperação que trabalham em território afegão denunciaram hoje uma intensificação da violência e um aumento dos ataques da insurgência talibã e de bombardeios das forças estrangeiras, que causaram a morte de 2.500 pessoas este ano.

EFE |

O Organismo Coordenador de Agências para a Ajuda Afegã (Acbar), formado por 94 organizações afegãs e internacionais, mostrou "grave preocupação com a piora da segurança e o impacto dessa na população civil", assim como com o aumento dos ataques a voluntários, segundo um comunicado.

As agências destacaram que os ataques insurgentes e as operações das tropas estrangeiras e afegãs aumentaram 50% entre janeiro e julho de 2008 frente ao mesmo período do ano anterior.

O Acbar, da qual fazem parte organizações como Oxfam, Christian Aid, CARE e Islamic Relief, explicou na nota que dos 2.500 mortos, pelo menos 1.000 seriam civis, mas disse não dispor ainda de dados exatos.

Só em julho pelo menos 260 civis teriam morrido, o maior número em um só mês nos últimos seis anos, afirmou o organismo.

Do total de vítimas civis, dois terços se devem a ataques insurgentes, embora o aumento de quase 40% dos bombardeios aéreos das tropas internacionais "tenha contribuído ao crescimento da morte de civis", acrescentou o Acbar.

Além disso, denunciou que as operações militares das forças internacionais e afegãs implicaram ocasionalmente em "um uso excessivo da força, assassinatos extrajudiciais, destruição de propriedades e maus-tratos de suspeitos".

Os talibãs estão realizando uma "vigorosa e sistemática campanha de terror" no sul e no leste do país que inclui seqüestros, ameaças e assassinato de civis, segundo o comunicado.

O organismo alertou ainda para que a violência está se estendendo às zonas anteriormente mais seguras como as províncias de Badghis, Ghor, Farah e Kunduz, no oeste e no norte do Afeganistão.

Os voluntários também estão sendo alvos dos ataques e este ano 19 ativistas morreram, um número superior ao total registrado no ano passado, o que forçou as agências a limitar suas atividades humanitárias. EFE lo/db

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