Os serviços de segurança israelenses utilizam as as famílias dos prisioneiros como meio de pressão, até mesmo de tortura psicológica, revela um relatório de uma organização não governamental (ONG) sobre a tortura publicado este domingo.

O informe de 83 páginas do Comitê Público contra a Tortura em Israel cita seis casos detalhados de famílias que foram usadas por agentes do Shin Beth, o serviço de segurança interno israelense, para obter confissões ou informações de presos palestinos entre 2007 e 2008.

"O Shin Beth faz às vezes encenações com cônjuges, mulheres e as mães nos centros de detenção, fazendo com que os presos acreditem que serão torturados e que ninguém poderá cuidar de seus filhos", afirma Yoav Loeff, porta-voz da ONG.

O relatório destaca que nos casos mais extremos, os métodos utilizados adquirem a forma de tortura psicológica contra os detentos, transformando eles em vítimas de uma "cruel manipulação psicológica".

O documento foi enviado à comissão legal do Parlamento, onde o diretor do departamento de interrogatórios do Shin Beth reconheceu ter recorrido a estas técnicas no passado, segundo o site Y-net.

Uma fonte do Shin Beth afirmou que "os métodos utilizados na luta contra o terrorismo receberam autorização da Suprema Corte Suprema e do assessor jurídico do governo".

"O trabalho realizado permitiu salvar a vida de muitos israelenses", acrescentou a fonte.

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