ONG denuncia que Farc mataram ao menos 46 civis desde janeiro na Colômbia

Bogotá, 14 fev (EFE).- Um comitê humanitário colombiano denunciou hoje que pelo menos 46 civis, militares e membros de grupos ilegais morreram desde o fim de janeiro em episódios vinculados ao conflito armado na área dos recentes massacres indígenas.

EFE |

A maioria das vítimas é de aborígines da etnia Awa, advertiu o Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos (CPDH) em Nariño, departamento da fronteira sul com o Equador no qual ocorram os crimes.

O CPDH alertou para o alcance do conflito na zona quando as autoridades colombianas tentam estabelecer a dimensão de incursões de supostos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em vários assentamentos indígenas e os deslocamentos que originaram.

A Organização Nacional Indígena da Colômbia (Onic) e a Unidade Indígena do Povo Awa (Unipa) informaram que guerrilheiros mataram pelo menos 18 aborígines, enquanto outros nove desapareceram em Tortugaña Telembí e El Sande, nas localidades de Barbacoas e Samaniego.

O CPDH confirmou a versão de que 17 indígenas morreram no primeiro massacre, cometido no dia 4, e que outros dez foram assassinados na quarta-feira, nos dois casos por supostos rebeldes das Farc.

Os 27 estão entre os pelo menos 46 mortos que a própria ONG documentou em menos de três semanas na zona de conflito. EFE jgh/db

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