ONG denuncia assassinatos e abusos em gasoduto em Mianmar

Bangcoc, 10 set (EFE).- A ONG EarthRights Internacional denunciou hoje assassinatos e outros abusos por parte do serviço de segurança que protege o gasoduto de Yadana, administrado pela americana Chevron e pela francesa Total em Mianmar (antiga Birmânia).

EFE |

"A Total e a Chevron afirmam que os abusos em relação a seu projeto pararam, mas não é verdade. Trabalhos forçados, assassinatos e outros abusos são cometidos pelo serviço de segurança da Total e da Chevron", afirmou o coordenador da ONG, o birmanês Naing Htoo, em entrevista coletiva em Bangcoc.

Pelo menos cinco pessoas morreram assassinadas, a última delas uma jovem da etnia mon em março, segundo os dois relatórios apresentados pela ONG e que Naing Htoo documentou com testemunhos de residentes recolhidos entre 1994 e 2009 em mais de 40 aldeias situadas na zona por onde passa o gasoduto.

A EarthRights Internacional, radicada nos Estados Unidos e fundada por Ka Hsaw Wa, um membro da etnia karen que participou das grandes manifestações antigovernamentais de 1988, apresenta também fotografias.

"Em vez de aceitar sua responsabilidade para minimizar o prejuízo causado, hoje, a Total e a Chevron continuam falseando o impacto do projeto em Mianmar em detrimento das pessoas que foram afetadas diretamente e do país em seu conjunto", afirma um dos estudos. EFE grc/an

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