ONG denuncia 250 mortes em orfanatos na última década na Bulgária

Segundo autora do relatório, 75% das mortes, causadas por más condições de higiene, fome e doenças, poderiam ter sido evitadas

EFE |

Nos últimos 10 anos, cerca de 250 crianças abandonadas pelos pais morreram em orfanatos, sendo a maioria vítimas de más condições de higiene, fome e doenças.

De acordo com relatório apresentado nesta segunda-feira sobre abrigos na Bulgária, "dados sugerem 25 mortes de crianças a cada ano entre 2000 e 2010". "Pelo menos 75% dessas mortes poderiam ter sido evitadas", disse Margarita Ilieva, vice-presidente da seção búlgara da ONG Comitê de Helsinque, autora do estudo. Segundo ela, "a pesquisa permite rejeitar a mentira de que as crianças morrem por causa de suas incapacidades e doenças".

O relatório se baseia em uma inspeção realizada em 23 centros sociais públicos de todo o país, que abrigam atualmente 1.300 menores de idade. Nele estão relatados ainda casos de maus tratos por parte dos funcionários dos abrigos e episódios de abusos sexuais entre os próprios menores.

"Nos centros sociais para crianças incapacitadas continua sendo habitual a desnutrição, as pressões e a tortura psicológica. As crianças são amarradas a camas e cadeiras de rodas, além de tranqüilizantes perigosos que são administrados", explicou Margarita, ao acrescentar que durante as inspeções foram descobertos mais de 100 menores desnutridos que correm risco de falecer.

Segundo a ONG, as terríveis condições de miséria e higiene em todos os centros favorecem a contínua aparição de doenças infecciosas, entre elas a hepatite, que também contribuem para a alta mortalidade entre as crianças.

A Procuradoria Geral da Bulgária já abriu uma investigação sobre 166 dos casos denunciados pelo Comitê de Helsinque.

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