ONG condena detenções de jornalistas pela ANP na Cisjordânia

Jerusalém, 13 fev (EFE).- O Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR, em inglês) condenou hoje a contínua detenção de jornalistas na Cisjordânia por parte do Serviço de Segurança Preventivo (PSS), subordinado à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

EFE |

Em comunicado, a organização afirma estar comovida com os "abusos sofridos pelos jornalistas (palestinos) como parte do contínuo conflito entre os movimentos Fatah e Hamas".

Segundo o PCHR, as detenções são "um ataque à liberdade de imprensa e ao direito à livre expressão, reconhecidos pela lei palestina básica e instrumentos internacionais de direitos humanos".

Esta ONG afirma que, em 24 de janeiro, o jornalista Samer Amen Khwaira, de 27 anos e correspondente da televisão libanesa "Al Quds", recebeu a ordem de se apresentar em um escritório do PSS, de onde foi levado à prisão, na cidade de Nablus, na qual continua detido.

Khwaira "tinha sido previamente chamado a se apresentar perante o PSS e o Serviço Geral de Inteligência em várias ocasiões para ser interrogado e, em uma delas, permaneceu detido durante mais de dois meses", afirma a ONG.

Na mesma data de sua detenção, foi detido, em Jenin, seu companheiro da televisão "Al Quds" Ahmed al-Nikawi, que também ainda não foi libertado.

O PCHR "pede aos Governos de Gaza e Ramala que não abusem dos jornalistas nem os utilizem como parte do conflito político", e pede que se garanta sua segurança para que "possam realizar seu trabalho sem ameaças". EFE aca-amg/an

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