ONG alerta para vulnerabilidade dos pobres frente à mudança climática

Londres, 6 jul (EFE).- A ONG Oxfam fez um alerta hoje sobre a extrema vulnerabilidade dos países pobres frente à mudança climática e pediu às nações ricas, às vésperas da cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia), para que direcionem recursos financeiros à resolução deste problema.

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No relatório divulgado hoje, a Oxfam se apoia nas mais recentes pesquisas científicas e em sua experiência no terreno em mais de 100 países para destacar que a mudança climática "já está castigando duramente as pessoas mais pobres" do planeta.

O estudo diz que o aquecimento global da atmosfera está afetando tudo o que é relacionado com a pobreza e o desenvolvimento, desde o acesso à comida e à água, até a saúde e a segurança, e afirma que os avanços conseguidos nos últimos 50 anos "se perderão para sempre" caso não haja medidas urgentes.

A Oxfam considera que uma das tendências mais preocupantes é o impacto de um clima em transformação na agricultura: "os agricultores dos países pobres, que já não podem confiar no transcurso normal das estações, estão perdendo uma colheita atrás da outra por causa das ondas de calor e das chuvas torrenciais".

O objetivo do relatório é influir na cúpula do G8, que será realizada na Itália entre os próximos dias 8 e 10 e que tem a mudança climática como um dos assuntos centrais da agenda.

A ONG argumenta que os países industrializados são os responsáveis pela crise climática e são os que têm os recursos financeiros para reverter esta tendência.

A Oxfam pede um investimento de US$ 150 bilhões adicionais aos compromissos já existentes para "ajudar os países pobres a se adaptar aos efeitos da mudança climática e a reduzir as emissões poluentes".

A instituição destaca que "existe gente de verdade por trás de cada estatística" e lembra que 26 milhões de pessoas já tiveram que se mudar por causa dos efeitos da mudança climática.

Para o médio prazo, espera-se que 375 milhões de pessoas possam ser afetadas por desastres relacionados com este fenômeno e que outras 200 milhões saiam de seus locais de origem em 2050 por causa da fome, da degradação do meio ambiente e da perda de terras férteis aptas para a agricultura. EFE fpb/bba

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