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ONG afirma inocência de ex-colaboradora acusada de ajudar FARC

Madri, 1 ago (EFE).- A Organização de Solidariedade com os Povos de Ásia, África e América Latina (OSPAAAL) insistiu nesta sexta-feira na inocência de sua antiga colaboradora Remedios García Albert, que foi detida em 26 de julho como suposta representante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na Espanha.

EFE |

Em coletiva de imprensa concedida hoje em Madri, os responsáveis pela ONG asseguraram que García trabalhou durante vários anos nos processos de paz dos países onde há conflitos e, durante esse tempo, organizou a conferência internacional Processo de Paz na Colômbia, em junho de 2000, na região de Alcalá de Henares.

O secretário da OSPAAAL, Víctor Morales, disse que essa conferência, que teve a presença de Raúl Reyes, morto em um ataque do Exército da Colômbia em em março passado, contou com o apoio de várias instituições e "com o consentimento" do Governo de José María Aznar (1996-2004).

Estavam presentes na conferência, entre outras pessoas, o ministro do Interior e Justiça colombiano, Fabio Valencia Cossio, e a especialista dos Estados Unidos em assuntos da América Latina Karen Talbot.

Segundo Morales, "ao longo de oito anos, com inteira satisfação para a OSPAAAL", Remedios García Albert "trabalhou honesta e integralmente para conseguir a paz na Colômbia".

Durante a coletiva de imprensa, a atriz argentina Susana Oviedo leu um comunicado respaldado por 50 organizações sociais, no qual a ONG expressa sua "rejeição mais profunda" à prisão de García Albert, chamada para explicar à "Promotoria da Colômbia sobre a base de provas de duvidosa procedência".

O juiz da Audiência Nacional, Baltasar Garzón, que ordenou a detenção de García Albert em 26 de julho, também concedeu liberdade a mesma após o pagamento de uma fiança de 12 mil euros (US$ 18 mil) no dia seguinte e a acusou de crime por colaborar com uma organização terrorista.

O juiz considerou que, pelo menos desde o ano 2000, García Albert teve uma relação freqüente por e-mails com o falecido Raúl Reyes e com o representante internacional das Farc, Ovidio Salinas Pérez, entre outros. EFE jnr/fh/rr

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