ONG acusa Hamas de ter matado 32 adversários em ataque israelense

Jerusalém, 20 abr (EFE).- A organização Human Rights Watch (HRW) acusou hoje o movimento islâmico Hamas, que controla Gaza, de ter assassinado pelo menos 32 adversários políticos e colaboracionistas com as forças de Israel durante a ofensiva israelense que aconteceu entre dezembro e janeiro na Faixa.

EFE |

Em um relatório de 26 páginas, a ONG acusa o Hamas de ter feito 18 execuções sumárias -principalmente de suspeitos de colaborar com Israel- durante o ataque a Gaza, que deixou 1.400 palestinos mortos, a maioria civis, entre 27 de dezembro e 18 de janeiro.

Os supostamente executados eram, em sua maioria, palestinos que tinham escapado da principal prisão de Gaza quando a aviação israelense bombardeou a região, e que foram "presos e baleados" por "homens armados que pertenceriam ao Hamas", afirma o texto.

"Durante o ataque israelense a Gaza, o Hamas atuou violentamente contra os oponentes políticos e contra aqueles apontados como colaboradores das forças israelenses", afirmou em comunicado Joe Stork, vice-diretor da divisão do Oriente Médio e Norte da África da organização.

"A Polícia de Gaza estava entre os alvos das forças israelenses, em algumas ocasiões de forma aparentemente ilícita, mas isso não justifica o aparente uso feito pelo Hamas da execução sumária", disse Stork, antes de lembrar que os "ataques e assassinatos continuaram" após o fim da ofensiva.

A ONG afirma que, nos três meses posteriores ao ataque, homens do Hamas assassinaram outros 14 opositores ou colaboracionistas, pelo menos quatro deles enquanto estavam detidos.

No relatório, a HRW pede às autoridades do Hamas que coloquem fim a estas práticas e que levem à justiça os responsáveis, o que só aconteceu em duas ocasiões, enquanto começou uma investigação sobre outros dois casos.

Um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, rejeitou em declaração as conclusões do relatório, por considerá-lo "precipitado, injusto e sem equilibro e transparência".

Barhum afirmou que a HRW não reflete no texto "o verdadeiro motivo atrás do caos" durante a ofensiva, que foi o "bombardeio da ocupação (israelense) das bases das forças de segurança e da prisão onde havia muitos presos criminosos". EFE ap/db

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