As ondas provocadas pelo terremoto de segunda-feira na China deram duaz vezes a volta à Terra, algo que comprova a potência deste, anunciou nesta sexta-feira um observatório sismológico japonês.

O observatório Matsushiro (norte de Tóquio) detectou ondas chamadas "de superfície", geradas pelo tremor às 15h41 hora japonesa de segunda-feira (03h41 de Brasília), ou seja, 13 minutos depois de o terremoto de magnitude 7,9 ter devastado a província chinesa de Sichuan (sudoeste).

Os sismógrafos do instituto mediram as mesmas ondas em duas ocasiões, uma primeira vez 90 minutos depois de detectá-las, e uma segunda, 90 minutos mais tarde, indicou o observatório.

Segundo este, as ondas sísmicas deram a volta ao mundo deslocando-se para o leste a partir do epicentro do tremor, primeiro para o Japão e depois atravessaram o Oceano Pacífico em direção à América, o Oceano Atlântico e África, para voltar à Ásia.

Além disso, deram uma segunda volta ao planeta, provando assim a força do tremor inicial. Geralmente, apenas os sismos de magnitude superior a 8,0 causam ondas sísmicas capazes de dar mais de uma volta ao mundo.

As ondas sísmicas "de superfície" se propagam justamente abaixo da superfície da terra.

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