Onda de violência no Congo deixa dezenas de mortos, diz ONU

Por John Kanyunyu GOMA, Congo (Reuters) - Dezenas de pessoas morreram em ataques no leste do Congo durante o fim de semana, disse uma agência de amparo da Organização das Nações Unidas e uma rádio da ONU nesta quarta-feira, citando fontes locais que acusaram rebeldes hutu de Ruanda pelas mortes.

Reuters |

Um líder local confirmou o ataque, e a agência de ajuda Oxfam alertou que as operações conjuntas entre soldados de paz da ONU e forças do governo congolês contra os rebeldes ruandeses hutu estavam causando "sofrimento e mortes" entre civis.

"Estamos recebendo também relatos de mortes de 60 a 95 pessoas", disse Anneke Van Wouddenberg, pesquisador sênior sobre o Congo do grupo Human Rights Watch, baseado em Nova York, acrescentando que o grupo recebeu esta informação de chefes locais e administradores.

As operações conjuntas acontecem após uma colaboração sem precedentes entre o Congo e sua antiga inimiga Ruanda, no início deste ano, para pôr fim a anos de violência na região dos grandes lagos africanos. Porém ondas de ataques e grandes deslocamentos aconteceram como consequência.

O escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês) disse em comunicado que fontes locais disseram à sua equipe que ao menos 90 pessoas, 60 delas civis, morreram em um ataque em 9 de maio perto de Hombo, na província de Kivu do Norte.

Citando fontes locais e um membro do parlamento, a Rádio Okapi, uma estação da ONU no Congo, disse que os rebeldes, conhecidos como FDLR, mataram ao menos 62 pessoas, feriram várias outras e incendiaram casas numa onda de violência perto de Busurungi.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG