Pelo menos 41 pessoas, sendo 37 talibãs, um policial e três civis, entre eles uma criança, morreram em ataques aéreos e em combates no leste e no norte do Afeganistão, anunciaram nesta terça-feira as autoridades locais e o Exército dos Estados Unidos.

No leste do país, perto da fronteira paquistanesa, o exército americano anunciou ter bombardeado posições talibãs durante a madrugada desta terça-feira, matando "mais de uma dezena" de rebeldes.

De acordo com Abdul Wali Zadran, governador do distrito de Waza Khwar, onde ocorreram os ataques, 22 insurgentes morreram nos bombardeios.

Zadran afirmou que todos os mortos eram estrangeiros. A informação não pôde ser verificada por fontes independentes.

Os bombardeios foram conduzidos na província de Khost, e tinham como alvo abrigos subterrâneos onde se escondiam dirigentes da rede Haqqani, formada por talibãs e combatentes estrangeiros da Al-Qaeda e acusada de ter perpetrado os atentados mais sofisticados dos últimos anos, segundo o comunicado.

Dois destes abrigos foram destruídos, destacou o exército.

A rede Haqqani é suspeita de ter praticado vários ataques em Cabul, entre os quais o atentado contra o hotel de luxo Serena, em janeiro de 2008, e uma tentativa de assassinato contra o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, durante uma parada militar, em abril do ano passado.

A organização é dirigida por Sirajuddin Haqqani, filho do comandante Jalaluddin Haqqani, um dos três principais líderes da rebelião afegã junto com o chefe supremo dos talibãs, mulá Omar, e o ex-primeiro-ministro Gulbuddin Hekmatyar.

Ainda na fronteira paquistanesa, na província de Nangarhar (leste), um camicase acionou a bomba que carregava ao lado do posto policial de Torkham, matando um agente e uma criança de 12 anos, informou o porta-voz do governador da província, Ahmad Zia Abdulzai.

Quatro policiais e seis civis foram feridos na explosão, acrescentou.

Na província de Baghlan, no norte do país, policiais e talibãs que tentavam roubar camponeses locais entraram em confronto na segunda-feira. Quinze rebeldes e dois civis morreram, indicou o porta-voz da polícia da província, Jawaid Basharat.

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