Onda de violência faz mais 19 mortos no Afeganistão

Dezenove pessoas, entre elas 12 insurgentes, foram mortas em dois dias durante vários ataques no Afeganistão, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais e militares.

AFP |

O governador da província de Nimroz, no oeste do país, escapou nesta quarta-feira de um atentado suicida, o segundo em menos de um ano. No entanto, três guardas e um civil morreram.

"Estava indo visitar um canteiro de obras na fronteira iraniana quando um homem lançou uma granada contra meu comboio. Quando os carros pararam, o camicase detonou os explosivos que carregava perto de um dos veículos, matando três guardas e um civil", declarou à AFP o governador Ghulam Dastageer Azad.

Terça-feira, oito rebeldes foram mortos quando preparavam uma emboscada contra um comboio do Exército afegão no distrito de Zehri, na província de Kandahar, anunciou o ministério da Defesa em comunicado, destacando que não houve vítimas entre os soldados.

A província de Kandahar, no sul do Afeganistão, é o feudo dos talibãs.

Nesta mesma província, seis pessoas, entre elas dois soldados canadenses, foram feridas na manhã desta quarta-feira num atentado suicida com carro-bomba, informou um comandante militar, o general Abdul Raziq.

"Dois soldados canadenses, dois policiais e dois civis afegãos foram feridos no atentado, cometido na autopista que liga Kandahar a Spin Boldak", na fronteira com o Paquistão, frisou.

Um porta-voz da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan confirmou o atentado, sem especificar o número de vítimas.

Além disso, quatro talibãs morreram na madrugada desta quarta-feira na explosão de uma bomba que estavam armando, segundo um novo balanço do governador Abdul Rahim Daisiwal, do distrito de Andar, na província de Ghazni (centro).

Dois policiais morreram e outros sete ficaram feridos na explosão de uma bomba na passagem de sua patrulha na noite de terça-feira em Lashkar Gah, capital da província de Helmand, feudo dos talibãs e dos traficantes de droga, segundo o chefe da polícia, Mohammad Hussain Andiwal.

Este atentado foi reivindicado por um porta-voz talibã.

Foguetes disparados desde o Paquistão atingiram casas do distrito de Marawara, na província de Kunar (leste), matando um civil afegão, anunciou a coalizão em comunicado, destacando que o alvo dos foguetes era uma base da Otan.

Segundo divulgado na véspera, junho de 2008 foi o mês com o maior número de mortes entre os soldados das forças internacionais no Afeganistão, desde a queda do regime dos talibãs no fim de 2001; as tropas vêm enfrentando cada vez mais ataques dos insurgentes.

No mês em questão, 49 soldados da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da coalizão sob comando americano morreram no Afeganistão, em combate, em atentados ou em acidentes, segundo uma contagem da AFP feita com base em comunicados militares.

Somente no mês de junho morreram 40% do total registrado desde o início do ano, que ficou em 122 soldados estrangeiros, segundo o site de internet de referência iCasualties. A maioria deles foi vítima de explosivos lançados contra o comboio ou a patrulha em que estavam.

No total, 70.000 soldados estrangeiros estão posicionados no Afeganistão, entre eles 53.000 da Isaf, que compreende soldados de 40 nações. Os demais fazem parte de uma coalizão sob comando americano, a Operation Enduring Freedom (OEF).

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