Onda de frio na Europa se agrava com mais mortos e crise do gás russo

A onda de frio que há vários dias castiga a Europa fez novas vítimas fatais nesta quinta-feira, agravando-se ainda mais nos países afetados pelo corte do abastecimento do gás russo, causado pela crise com a Ucrânia.

AFP |

Na Polônia, seis pessoas morreram de frio desde quarta-feira. Com elas, chega a 23 o número de vítimas fatais desde o fim de semana passado. E, segundo dados das autoridades de Varsóvia, já chega a 82 o número de pessoas mortas por hipotermia desde 1º de novembro de 2008.

Na Ucrânia, o ministério de Situações de Emergência contabiliza pelo menos cinco mortos pelo frio, mas reconheceu não dispor de informações sobre todo o país, onde as temperaturas atingiram -20°C. Para piorar, a Rússia cortou o fornecimento de gás para os ucranianos no dia 1º de janeiro, em decorrência da falta de acordo entre as companhias gasíferas das duas nações.

Na Alemanha, duas pessoas foram encontradas mortas nesta quinta-feira, elevando para três o número de vítimas do frio no país.

Em vários países do sul da Europa, o frio excepcional piorou ainda mais os problemas causados pela interrupção, na quarta-feira, do fornecimento do gás russo que transita pelo território ucraniano.

Na Bósnia - que importa da Rússia todo o gás que consome -, Sarajevo ficou debaixo de neve pelo terceiro dia consecutivo, com temperaturas de -7 graus centígrados pela manhã.

A capital bósnia é a cidade mais afetada até agora pelo conflito do gás entre Moscou e Kiev, já que a maioria de seus 400.000 habitantes usa o gás para a calefação de suas casas. Cerca de um terço da população de Sarajevo continuava sem aquecimento nesta quinta-feira.

Bastante prejudicado pelo corte do sistema de calefação, o zoólogico da capital búlgara, Sofia - o maior e mais antigo dos Bálcãs -, se viu obrigado a instalar estufas para proteger a vida dos animais mais sensíveis ao frio.

sw/ap

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