A onda de frio que atinge a Europa há alguns dias matou mais sete pessoas na Polônia, na noite desta terça-feira, e fez outra vítima, na Bélgica, além de paralisar os aeroportos italianos.

Na Polônia, as baixas temperaturas da noite passada, que chegaram a 25 graus negativos, provocaram a morte de sete pessoas, segundo o ministério do Interior.

Desde o dia 1º de novembro de 2008, o ministério do Interior já contabilizou 76 mortes por hipotermia. A maior parte das vítimas era moradores de rua ou bêbados que dormiram ao ar livre.

Os búlgaros, surpresos e indignados com a suspensão do envio do gás russo, sofriam com as baixas temperaturas nesta quarta-feira devido à ausência de calefação, o que fazia recordar as penúrias do período comunista, há 20 anos, após a queda da cortina de ferro.

Pelo menos 68 escolas suspenderam as aulas na Bulgária.

Na Bélgica, um homem com cerca de 30 anos morreu de frio na madrugada desta quarta-feira, quando a temperatura chegou a 20º negativos, informou a polícia.

A vítima foi encontrada na manhã de hoje em um parque público na região de Bruxelas.

A madrugada desta quarta-feira foi a mais fria na Bélgica nos últimos dez anos.

Na Itália, a neve fechou os aeroportos de Milão, Malpensa, Linate, Turim e Bérgamo, que ficaram fora de operação durante várias horas.

A neve também fechou o aeroporto de Marselha, a segunda cidade da França em número de habitantes, segundo fontes locais.

O trânsito em Marselha foi seriamente perturbado, os ônibus e os bondes não circularam pelo centro da cidade e o aeroporto de Marignane ficou fechado durante a manhã, com as pistas cobertas de neve.

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