Onda de ataques deixa pelo menos 56 mortos no Iraque

Explosões aparentemente coordenadas ocorrem em várias cidades, menos de uma semana antes de EUA oficializar fim de combate

iG São Paulo |

Atentados suicidas deixaram 56 mortos e mais de 200 feridos em ataques aparentemente coordenados contra forças de segurança nesta quarta-feira no Iraque, menos de uma semana antes de os Estados Unidos encerrar formalmente suas operações de combate no país . Foram mais de 20 ataques em 13 cidades, e mais da metade dos mortos é de soldados e policiais iraquianos.

Um dos piores ataques deixou ao menos 19 mortos na cidade de Kut, cerca de 150 quilômetros ao sul de Bagdá. O atentado teve como alvo uma base da polícia e um prédio do governo.

Em Bagdá, um carro-bomba atingiu uma base da polícia no distrito de Qahira, no nordeste da cidade, matando 15 pessoas, a maioria delas policiais.

A explosão teria aberto uma cratera de 3 metros de largura que fez com que casas próximas desabassem. Algumas pessoas ficaram presas nos escombros. Em outras partes da capital iraquiana, explosões menores mataram outras quatro pessoas.

Foram registrados incidentes semelhantes em outras cidades importantes, entre elas Kirkuk, Basra, Ramadi, Karbala e Falluja.

As autoridades apontaram a rede extremista Al-Qaeda como responsável pela série de atentados, embora nenhum grupo tenha assumido sua autoria.

Tropas dos EUA

Os ataques acontecem um dia depois de os Estados Unidos anunciarem que o número de soldados no Iraque está abaixo de 50 mil homens , pela primeira vez desde que a invasão começou, em 2003. Chegar a esse número era uma meta do governo Barack Obama e foi atingida antes do prazo, marcado para 31 de agosto.

De acordo com o plano de Obama, a partir de setembro as tropas americanas não vão mais conduzir missões de combate, mas, sim, concentrar-se no treinamento das tropas iraquianas.

O último batalhão de combate americano no Iraque , a Quarta Brigada Stryker da Segunda Divisão de Infantaria, deixou o país na semana passada. No entanto, 56 mil soldados ainda estavam no Iraque, número que agora passou para 49,7 mil.

Mesmo após o fim das operações de combate no fim deste mês, alguns soldados do país permanecerão no Iraque até o final de 2011 para auxiliar forças iraquianas e proteger interesses dos Estados Unidos.

Com BBC, Reuters, EFE e AP

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