(atualiza com morte de menina e mais detalhes sobre o fato) Washington, 23 ago (EFE).- Uma menina de sete anos morreu hoje nos Estados Unidos depois que uma onda gigantesca provocada pelo furacão Bill arrastou no litoral do Maine 20 pessoas, três das quais tiveram que ser resgatadas da água.

Em um primeiro momento se achou que apenas cinco pessoas tinham sido atingidas pelas ondas, mas o número acabou sendo maior.

Steve McCausland do Departamento de Segurança Pública do Maine, nordeste dos EUA, disse que o nome da menina não se tornará público por enquanto, mas revelou que ela era do estado de Nova York.

As outras duas pessoas que tiveram que ser tiradas de água pelas equipes de resgate foram o pai da menina morta e outra menina de 12 anos da localidade de Belfast, no Maine. Ambos foram hospitalizados.

No total 11 pessoas tiveram que receber tratamento médico por causa do impacto das ondas.

O chefe florestal do parque nacional, Stuart West, disse que algumas outras pessoas sofreram ferimentos leves, após serem golpeadas contra as rochas pela força do mar.

O furacão "Bill" continua se enfraquecendo frente à costa canadense de Nova Escócia com ventos de 120 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami.

"Bill" se mantém como um furacão de categoria um, a mínima na escala de intensidade Saffir-Simpson de um máximo de cinco, e nesta segunda-feira, perderá sua condição de fenômeno tropical para se transformar em uma tempestade que seguirá pelo Atlântico Norte até a República da Irlanda.

Sonya Berger, guarda florestal do Parque Nacional Acadia, disse que a onda de hoje no Maine foi fruto do furacão "Bill" combinado com o efeito da maré alta.

A tempestade provocou nos últimos dias ondas fortes em toda a costa leste dos EUA Os serviços de emergência recuperaram também hoje em Massachusetts um casal em um caiaque.

O furacão causou também grandes ventos e chuvas torrenciais na Nova Escócia, onde cerca de 40 mil pessoas sofreram com cortes de energia e onde as inclemências meteorológicas causaram o cancelamento de voos e o fechamento de estradas. EFE tb/ma

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