Oncologista relata problemas de paciente sem digitais com a imigração dos EUA

Uma droga usada com frequência para o tratamento de pacientes com câncer pode levar ao desaparecimento das impressões digitais e provocar potenciais problemas durante viagens ao exterior, segundo adverte um oncologista em um artigo publicado numa revista especializada. O médico cingalês Eng-Huat Tan relatou na revista Annals of Oncology o caso de um paciente que foi retido por quatro horas pelo serviço de imigração dos Estados Unidos antes de poder entrar no país.

BBC Brasil |

Tan sugere que todos os pacientes que se submetem ao tratamento com a droga capecitabina levem consigo uma carta de seus médicos se forem viajar aos Estados Unidos.

Segundo o médico, baseado no Centro Nacional de Câncer de Cingapura, vários outros pacientes em tratamento com a capecitabina relataram em blogs na internet a perda das impressões digitais e problemas com a imigração dos Estados Unidos.

Efeitos colaterais
O paciente de Tan, um homem de 62 anos, teve um câncer de cabeça e pescoço controlado com a aplicação de quimioterapia. O médico prescreveu a capecitabina para evitar que a doença voltasse.

Um dos possíveis efeitos colaterais da droga, usada para o tratamento de diversos tipos de câncer, é uma inflamação crônica das palmas das mãos e das solas dos pés, levando à descamação, a sangramentos e à formação de bolhas na pele.

Esses efeitos podem levar à perda das impressões digitais se repetidos por um longo período.

O paciente de Tan viajou aos Estados Unidos em dezembro do ano passado, para visitar parentes no país, após três anos de tratamento com a capecitabina.

"Ele foi detido no aeroporto por quatro horas porque os funcionários da imigração não podiam detectar suas impressões digitais", diz Tan em seu relato.

Segundo o médico, o homem somente foi liberado após os funcionários se convencerem de que ele não representava uma ameaça à segurança do país.

Os Estados Unidos vêm exigindo há vários anos o registro das impressões digitais de visitantes estrangeiros na entrada ao país, como medida de segurança.

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