OMS vê Ásia vulnerável à nova gripe

MANILA (Reuters) - Os países asiáticos com população jovem e grande incidência de doenças crônicas estão particularmente vulneráveis à difusão do vírus H1N1, que já matou 85 pessoas e contaminou mais de 11 mil no mundo inteiro, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira. Mas a experiência da região em lidar com epidemias anteriores desde 2003, inclusive da Sars e da gripe aviária, aumentou a preparação da Ásia para evitar a difusão do vírus, disse a jornalistas em Manila Julie Hall, especialista da OMS em doenças infecciosas.

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Ainda assim, alguns Estados da região continuam tendo serviços sanitários inadequados, disse Hall, sem citar nomes.

"Alguns países estão mais vulneráveis ao vírus? Acho que a resposta, infelizmente, é sim", disse ela.

Hall explicou que há maior risco em países asiáticos nos quais há populações jovens e onde há grande incidência de doenças como diabetes e obesidade ou grande número de grávidas - condições que reduzem a imunidade aos vírus.

"A maior preocupação realmente é que um monte de gente fique infectada mais ou menos ao mesmo tempo, sobrecarregando uma sociedade que não pode continuar funcionando e serviços sanitários incapazes de prestar atendimento", disse Hall, lembrando que pessoas de 15 a 44 anos se mostram mais afetadas pela doença.

Entretanto, ela se disse confiante de que toda a região está mais bem preparada do que há alguns anos, devido às experiências de lidar com a síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) e com a gripe H5N1 (gripe aviária).

"Os sistemas estão muito mais fortes do que antes, e temos algumas evidências disso porque estamos recebendo notificações bastante rápidas dos países quanto a casos suspeitos, casos prováveis e casos confirmados."

Entre os países abrangidos pelo escritório da OMS em Manila, há 9 casos do vírus na Nova Zelândia, 8 na Austrália, 5 na China e 4 na Coreia do Sul.

Na quinta-feira, as Filipinas notificaram seu primeiro caso, em uma menina de 10 anos que adoeceu depois de voltar de uma viagem aos EUA e Canadá no dia 18. A América do Norte continua sendo o epicentro da epidemia.

(Reportagem de Manny Mogato)

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