OMS: Transmissão sustentada da gripe suína segue restrita à América do Norte

Isabel Saco. Genebra, 2 mai (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou hoje que a transmissão sustentada do vírus da gripe suína continua limitada à América do Norte - México e Estados Unidos -, e confirmou novos casos de pessoas infectadas na Europa.

EFE |

Nestas condições, a OMS mantém seu nível de alerta mundial no nível cinco (de uma escala até seis), disse o responsável da divisão para a Resposta e Alerta Global da organização, Michael Ryan.

Embora, por enquanto, não haja mudanças nesse sentido, o especialista disse que passar para a fase seis indicaria que o novo tipo de gripe se expandiu geograficamente, e não necessariamente que é mais grave.

"Não sabemos quão grave ou suave poderia ser esta pandemia", disse o representante da OMS, falando de maneira hipotética.

"A história mostra que uma pandemia é como um mosaico", disse, já que "a situação em cada país pode ser muito diferente ao mesmo tempo" e que "os Governos podem tomar medidas diferentes em função do desenvolvimento da epidemia" dentro de suas fronteiras.

Ryan também confirmou novos casos de gripe suína na Europa, dos quais dois correspondem à Espanha, outros dois ao Reino Unido e também dois à Alemanha, enquanto se verificou a infecção de mais uma pessoa na França e de outra em Israel.

Assim, os casos confirmados na Espanha e no Reino Unido passam para 15 cada um, com um total de seis na Alemanha, dois na França e três em Israel.

Com estes novos dados, os casos confirmados pela organização em nível mundial passam para 623.

Sobre isso, o especialista sanitário ressaltou que não existe evidência de que esteja acontecendo uma transmissão sustentada do vírus A (H1N1) na Europa.

Caso isso se confirmasse em algum momento, a OMS teria que elevar para o máximo seu nível de alerta pandêmico, até a fase seis, já que se cumpriria a condição de que o vírus esteja se transmitindo facilmente de pessoa a pessoa em duas regiões diferentes.

Por enquanto, a transmissão de pessoa a pessoa só foi comprovada no México e nos Estados Unidos (região da América do Norte).

"Este é o tempo de nos preparar e de estar prontos", ressaltou Ryan, que anunciou que o organismo sanitário enviou 2,4 milhões de tratamentos do antiviral Tamiflu a 72 países, incluindo o México.

Além disso, os seis escritórios regionais da OMS receberam o antiviral como material de contingência, caso seja preciso distribuir mais tratamentos aos países.

O funcionário não detalhou quais países que receberam os antivirais, mas disse que são "os mais vulneráveis".

Nesse sentido, insistiu na necessidade de que todos os países tenham o medicamento, caso que apareçam casos.

Em resposta a uma pergunta, Ryan disse que a OMS não previu a possibilidade de cancelar ou adiar sua próxima Assembleia Mundial em Genebra, que terá a presença de milhares de representantes de Governos e de setores relacionados à saúde, assim como membros da comunidade científica, entre 18 e 23 de maio.

Também antecipou que o organismo está preparando um guia destinado a todos os Governos em relação às medidas de prevenção que devem ser tomadas em caso de grandes reuniões.

Ryan considerou que a Assembleia Mundial da OMS é uma "grande oportunidade para abordar assuntos relacionados ao (atual) foco de gripe e outros assuntos importantes em matéria de saúde".

Em relação aos comentários de instituições científicas que afirmam que o vírus da gripe suína é menos grave do que se pensava no início do foco, Ryan disse que, se fosse assim, ele "seria o homem mais feliz da Terra", mas lembrou que este tipo de vírus é "muito imprevisível".

O responsável da OMS advertiu que seria "imprudente" acreditar que não há maior perigo, pois, quando um vírus animal circula entre os humanos, tende a sofrer mutações e se combinar com outros materiais genéticos, por isso é melhor manter o alerta. EFE is/an

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