OMS tenta tranquilizar países afetados pela gripe suína

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que decretou na quinta-feira alerta máximo pela pandemia de gripe suína, tenta nesta sexta-feira tranquilizar os países afetados, com a garantia de que o mundo pode enfrentar o vírus A (H1N1), que contaminou quase 30.000 pessoas.

AFP |

"Nenhuma pandemia anterior foi detectada tão cedo nem vigiada tão de perto, em tempo real, desde o começo", explicou a diretora da OMS, Margaret Chan, pouco depois de anunciar o nível de alerta 6, o máximo, que representa pandemia.

A OMS se esforçou nos últimos dias para preparar os países para evitar um pânico desproporcional, devido ao caráter ainda moderado do vírus, que já matou 145 pessonas em 74 países afetados.

A organização enviou aos 193 países membros uma série de recomendações que variam segundo o nível de propagação de cada um e voltou a descartar a limitação das viagens.

Segundo um porta-voz da OMS, nos países muito afetados como os Estados Unidos, onde o vírus contaminou 13.217 pessoas, o anúncio não deve resultar em medidas muito diferentes das que já foram adotadas.

Em países em transição, como Austrália e Grã-Bretanha, onde foram registrados os primeiros casos de contágio local, as autoridades podem se ver obrigadas paradoxalmente a reduzir os esforços de detecção da doença para concentrar a atenção no tratamento dos pacientes contaminados pelo vírus.

Finalmente, nos países onde o vírus ainda não foi detectado, os governos poderiam adotar medidas de confinamento avançado, que poderiam incluir quarentenas.

Vários países pediram calma à população.

O México, origem da doença (6.241 casos e mais de 100 mortes), decidiu manter o alerta declarado várias semanas depois da primeira aparição do A (H1N1). Os Estados Unidos confirmaram que a pandemia não mudará muita coisa no que diz respeito às medidas já adotadas.

No Brasil, com 52 casos da doença, o ministério da Saúde pediu tranquilidade à população e informou que a declaração da pandemia pela OMS não muda a situação da doença no país.

A União Europeia prometeu adotar medidas para reduzir o impacto da pandemia.

Apesar dos pedidos de calma, a OMS reconheceu que atualmente o avançe do vírus não pode ser detido.

bur-at/fp

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