OMS reúne ministros diante de iminente declaração de pandemia

Genebra, 10 jun (EFE).- A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, manteve hoje contatos com ministros dos países mais afetados pela gripe suína, diante da iminente declaração de uma pandemia.

EFE |

A porta-voz da OMS Fadela Chaib disse à Agência Efe que "a diretora-geral começou hoje consultas por teleconferência com os ministros dos sete ou oito países mais afetados", mas indicou que a organização não vai informar sobre seu conteúdo.

O país mais afetado é os Estados Unidos, que supera os 13 mil, seguido do México, com cerca de seis mil, Canadá, com mais de dois mil, e Austrália, que já passou de mil casos.

Japão, Chile, Reino Unido e Espanha, com 300 casos, são os outros países com maior número de afetados.

As consultas com esses Governos acontecem depois que a OMS reconheceu ontem que a declaração de pandemia é iminente e que se não foi feita ainda é porque está preparando o mundo para que entenda esse passo corretamente.

"Sabemos que o vírus segue se estendendo pelo mundo, e que a atividade está aumentando em diferentes países. Estamos cada vez mais perto de uma situação pandêmica, mas a OMS está trabalhando duro para preparar os países e as pessoas", disse ontem o diretor-geral adjunto, Keiji Fukuda.

"Queremos que seja muito bem entendida a mensagem se declaramos a fase 6 de pandemia, isso significa que o vírus se estende e que há contágios estáveis em comunidades em países de várias regiões", assinalou Fukuda.

Porém, ele esclareceu que "isso não significa que o vírus tenha se tornado mais grave, que a doença seja mais séria e que a taxa de mortalidade tenha aumentado".

Segundo o porta-voz consultada hoje, a diretora-geral espera tirar dos contatos que mantém com esses países "uma prova conclusiva de que o vírus já foi transmitido em comunidades fora da primeira região afetada, América do Norte", para assim declarar a pandemia.

A OMS acredita que isso já pode ter ocorrido na Austrália, o que elevou o nível de preocupação.

Até agora, um total de 26.563 casos foram comunicados à OMS por parte de 73 países, com 140 mortes.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE vh/rr

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