OMS rejeita cigarro eletrônico como método para parar de fumar

Genebra, 19 set (EFE) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse hoje que não apóia o uso de cigarro eletrônico como método seguro e eficaz para parar de fumar.

EFE |

A agência da ONU garantiu hoje que várias empresas utilizaram o logotipo da instituição como propaganda de um produto "que não foi testado corretamente e sequer conta com as garantias sanitárias mínimas", afirmou em entrevista coletiva o diretor da Iniciativa Sem Tabaco da OMS, Douglas Bettcher.

O cigarro eletrônico é um aparelho de metal que imita o tradicional e que conta com uma bateria e um sofisticado sistema que permite a inalação de nicotina.

"Sabemos que o aparelho tem nicotina e muitos outros elementos que ainda não identificamos e que entram diretamente nos pulmões", acrescentou Douglas.

O diretor também explicou que a OMS sabe que não foram obtidas provas suficientes para verificar se o aparelho funciona e, principalmente, se não é prejudicial à saúde.

Por este motivo, Douglas disse que a organização quis deixar claro que "não considera o cigarro eletrônico um tratamento legítimo para parar de fumar" e que, "certamente", a instituição não o apóia, motivo pelo qual pede às empresas envolvidas "que retirem imediatamente o logotipo de seus anúncios".

Douglas explicou que, por enquanto, a organização entrou em contato com a companhia que originalmente criou o produto - com sede em Hong Kong, mas cujo nome não foi revelado - e com as outras instituições que vendem ou distribuem o cigarro eletrônico.

No entanto, não descartou que a agência da ONU empreenda ações legais contra as mesmas caso as conversas não prosperem.

Por enquanto, a OMS detectou que o cigarro é vendido em Israel, Brasil, Canadá, Finlândia, Líbano, Holanda, Suécia, Turquia e Reino Unido.

Consultado sobre o que deu errado para que os países com fortes sistemas reguladores permitissem a venda de um produto não aprovado, Douglas afirmou que o processo de consultas está em andamento e que, por enquanto, não tem mais informações a respeito.

O cigarro eletrônico e a bateria que o acompanha custam, em média, 70 euros (quase US$ 100). EFE mh/fh/db

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