A malária matou quase um milhão de pessoas no mundo em 2006, afirma um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em Genebra, que aponta as crianças com menos de cinco anos e o continente africano como as principais vítimas.

"Calculamos em 247 milhões o número de episódios de malária em uma população exposta de 3,3 bilhões de pessoas, que causaram quase um milhão de mortes, a maioria entre crianças com menos de cinco anos", explica a OMS no Relatório Anual sobre a Malária.

A doença é endêmica em 109 países em 2008, quase metade (45) deles na África.

Muitas nações ainda não têm os meios necessários para lutar contra a doença e o acesso aos tratamentos continua sendo insuficiente em todos os países estudados, apesar da melhora na produção de medicamentos de combate a este mal por parte dos serviços médicos nacionais, acrescenta a OMS.

A diretora geral da OMS, Margaret Chan, disse à imprensa que foram realizados progressos nos dois anos transcorridos desde que os dados foram reunidos.

"Pessoalmente confio que teremos notícias ainda melhores no próxim ano", afirmou.

Chan pediu aos laboratórios farmacêuticos que aumentem as pesquisas e o desenvolvimento de novas terapias à base de artemisinina, apesar das informações de que alguns pacientes começaram a desenvolver resistência a este tratamento recomendado pela OMS.

Muitos países africanos estão longe de alcançar o objetivo de cobertura de 80% da população para os quatro principais elementos de luta contra esta epidemia - mosquiteiros impregnados de inseticida, medicamentos, pulverização das residências e tratamento preventivo durante a gravidez - instaurados pela OMS em 2005.

A malária é provocada por um parasita transmitido por um mosquito, o anofeles hembra.

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