OMS protela emissão de diretrizes para vacinas contra gripe

Por Laura MacInnis GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer prosseguir com o monitoramento sobre a disseminação da gripe H1N1 antes de emitir diretrizes sobre a produção de vacinas para pandemias de gripe, informou uma importante autoridade da OMS na terça-feira.

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"Estamos no processo do desenvolvimento mais básico da vacina", disse o diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, em uma entrevista coletiva.

O trabalho em andamento com vírus candidatos prosseguirá até o fim de junho ou julho, depois as indústrias farmacêuticas poderão começar a desenvolver e testar vacinas para o H1N1, de acordo com Fukuda.

A OMS espera fazer recomendações sobre o melhor equilíbrio entre a produção de vacinas do H1N1 e da gripe sazonal "em algum momento durante o verão (no hemisfério norte)", afirmou ele.

"Não queremos fazer as recomendações muito cedo porque monitoramos diariamente o desenrolar da situação."

Na semana passada, a OMS disse ter decidido reformular sua escala de alerta pandêmico de seis pontos para que ela reflita melhor a gravidade do vírus em circulação, e não apenas a maneira como ele se dissemina.

Fukuda disse que a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) planeja uma reunião com cientistas e especialistas em saúde pública dentro de algumas semanas para obter sugestões sobre como ajustar as definições de pandemia.

Por enquanto, a OMS vai manter o alerta em fase 5, significando que uma pandemia é "iminente", e observar por sinais de surtos em larga escala em outros países, como os registrados no México e nos Estados Unidos.

A Grã-Bretanha e outros países afetados pela gripe pressionaram durante o congresso anual da OMS, realizado na semana passada, por uma reformulação da escala de alerta pandêmico, em razão dos efeitos brandos provocados pela gripe H1N1 à medida que ela se espalhou ao redor do mundo.

Fukuda disse que importantes autoridades da OMS concordaram que havia riscos em passar muito rápido para o nível mais alto.

"Se você declara fase 6 sem uma evidência muito clara de que há uma mudança na situação global, isso pode acarretar em trabalho extra para os países sem muitos ganhos, isso pode levar a algum nível de pânico e pode levar a algum nível de cinismo", afirmou ele.

Fukuda disse que a ampla conscientização sobre a gripe H1N1 e os esforços dos países em se prepararem para possíveis surtos foram "mais importantes do que qualquer definição".

"Estamos satisfeitos de que os países estejam fazendo o tipo de ação em saúde pública necessária agora", disse ele.

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