OMS pede que Israel melhore assistência médica a palestinos

Genebra, 21 mai (EFE) - A Assembléia Mundial da Saúde, integrada pelos 193 países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS), pediu hoje a Israel que levante as restrições que impedem que palestinos dos territórios ocupados tenham acesso à assistência sanitária. A entidade pediu ainda que se respeite a passagem de ambulâncias e de equipes médicas. A resolução, apresentada pelas delegações de países árabes e islâmicos, foi adotada por uma maioria de 97 estados, frente a 11 abstenções e nove votos contra, entre eles os dos Estados Unidos, Israel, Canadá e Austrália. O texto da Assembléia fala da grande deterioração das condições econômicas e sanitárias na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, assim como da crise humanitária resultante da contínua ocupação e das graves restrições impostas por Israel à potência ocupante. Pede-se a Israel que levante imediatamente as barreiras impostas nos territórios ocupados palestinos (...

EFE |

) que interrompam as políticas que deram lugar às condições sanitárias extremas e à grave escassez de alimentos e combustível na Faixa de Gaza", diz a resolução.

O texto pede ainda que se facilite o acesso dos pacientes palestinos aos centros de saúde de Jerusalém Oriental e que, fora da cidade, se assegure a passagem das ambulâncias e que não se bloqueie o transporte e a entrada de remédios.

Em relatório apresentado à Assembléia, o Ministério da Saúde de Israel afirma que "a atitude humanitária de Israel perante os civis palestinos se manteve".

De acordo com os israelenses, "a passagem de pacientes da Cisjordânia continua acontecendo, assim como da Faixa de Gaza, apesar dos ataques terroristas" que acontecem na região.

"Durante o ano passado, 66.671 pacientes da Cisjordânia receberam tratamento médico em Israel, e foram concedidas permissões a 7.226 pacientes de Gaza", afirma o ministério israelense.

No entanto, um relatório apresentado pelo Organismo de Obras Públicas e Socorro da ONU para os refugiados palestinos (OOPS) diz que a proporção de pacientes que foram autorizadas a sair de Gaza para receber tratamento caiu em relação ao ano anterior.

Um relatório da UNRWA, agência da ONU para ajuda aos refugiados palestinos, afirma que a desnutrição, o estresse pós-traumático e desordens de comportamento estão se transformando nos principais problemas de saúde de milhões de refugiados palestinos por causa das duras condições de vida enfrentadas. EFE vh/rr/db

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