OMS não vê expansão de casos de gripe H1N1 resistentes a remédio

Por Laura MacInnis e Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A gripe H1N1 resistente ao Tamiflu não parece estar se propagando de forma sustentada ou preocupante, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira.

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"Neste momento, não estamos recomendando nenhuma mudança clínica de abordagem no tratamento de pacientes", disse o diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, em resposta à descoberta de vírus H1N1 resistente em três pessoas.

"No momento esses exemplos de resistência ao oseltamivir permanecem casos esporádicos. Não observamos nenhuma evidência de movimento disseminado de vírus resistente ao oseltamivir", completou ele em um comunicado à imprensa, usando o nome genérico do Tamiflu, antiviral produzido pela Roche e pela Gilead Sciences.

As três pessoas cujos vírus H1N1 não responderam ao Tamiflu -- na Dinamarca, no Japão e em Hong Kong -- recuperaram-se por completo da infecção, informou Fukuda. Ele descreveu os vírus resistentes ao Tamiflu como mutações e não como um rearranjo ou uma combinação com outras cepas de influenza.

Até agora todos os vírus resistentes ao Tamiflu responderam ao tratamento com o outro antiviral recomendado pela OMS, o Relenza, produzido pela GlaxoSmithKline sob licença da Biota, de acordo com Fukuda.

O nome genérico do Relenza é zanamivir.

A OMS, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Genebra, elevou o alerta global para gripe ao nível mais alto em 11 de junho, declarando a existência da primeira pandemia de influenza desde 1968.

Embora o vírus H1N1 cause sintomas brandos de gripe na maioria das pessoas, 440 pacientes morreram em decorrência da doença e os especialistas em saúde estão atentos para caso ela se torne uma forma mais grave e pare de responder aos medicamentos existentes.

No Hemisfério Sul, que encontra-se na temporada de inverno, há um quadro "misto", segundo Fukuda. No Chile cerca de 99 por cento dos vírus influenza registrados são o novo H1N1, enquanto na Austrália tanto o vírus pandêmico quanto um sazonal H3N2 foram detectados, disse ele. Na África do Sul a gripe sazonal continua a dominar.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que os pacientes com sintomas brandos podem não precisar de nenhum medicamento para a recuperação, e que as consultas nos hospitais não são necessárias, a menos que os infectados pela gripe apresentem determinados sinais de alerta.

Entre eles estão febre alta e duradoura em adultos e falta de vivacidade em crianças. Grávidas e pessoas com problemas de saúde incluindo diabete também foram identificadas como vulneráveis aos efeitos mais graves da nova cepa de gripe.

No mês passado, Chan afirmou que o vírus H1N1 permanecia estável e ainda não havia sinais de que ele tivesse se mesclado a outros vírus influenza, como a perigosa cepa de gripe aviária

H5N1.

Sinais de mutações no vírus H1N1 também são elementos-chave para os fabricantes de vacina que tentam desenvolver fórmulas que correspondam à cepa que agora se dissemina ao redor do mundo e é conhecida mais comumente como gripe suína.

Importantes fabricantes de vacina para a gripe incluem Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay.

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