As mortes de crianças com menos de cinco anos caíram 28% desde 1990, mas este progresso ainda é insuficiente, especialmente nos países em desenvolvimento, estimou nesta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em seu relatório anual, a OMS destaca que nove milhões de menores de cinco anos faleceram em 2007, um número 28% inferior aos 12,5 milhões que morreram em 1990.

Apesar do progresso, o resultado permanece muito distante dos objetivos do Milênio, fixados pela ONU e que preveem uma redução de dois terços nos óbitos infantis entre 1990 e 2015.

"A queda da mortalidade infantil demonstra que podemos ter sucesso reforçando os sistemas de vigilância", destacou o diretor do serviço de estatísticas da OMS, Ties Boerma.

Entre os progressos que permitiram a queda na mortalidade infantil estão a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida para combater a malária, sais de reidratação para enfrentar diarréias e um maior acesso às vacinas.

A pneumonia e as doenças que provocam diarréia matam 3,8 milhões de crianças a cada ano no planeta, apesar de seu simples tratamento, destaca a OMS.

A mortalidade materna, outro objetivo do Milênio, segue praticamente estável em relação a 1990, com taxa média anual de 400 óbitos para cada 100 mil nascimentos, cifra que é duplicada na África subsaariana.

pac/LR

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