OMS mantém alerta pandêmico de gripe no nível 5

GENEBRA (Reuters) - A gripe H1N1 ainda não está se disseminando de forma sustentada fora da América do Norte e, portanto, o nível pandêmico global permanece em 5 numa escala que vai até 6, informou uma importante autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira. Permanecemos na fase 5. Isso não mudou, disse Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS. Continuamos a observar a transmissão entre humanos, a transmissão no nível de comunidades, em especial na América do Norte. Ainda não verificamos isso em nenhum outro lugar, disse ele em uma entrevista coletiva.

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Na semana passada, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, elevou o nível de alerta para 5 -- indicando uma pandemia iminente -- e aguarda evidências de que a nova cepa se estabeleceu fora das Américas antes de declarar uma pandemia a caminho.

Uma mudança para a fase 6 aceleraria os esforços já em execução para produzir e distribuir drogas antivirais e vacinas.

Chan ressaltou que a mudança para o nível mais alto "não significa, de forma alguma, que estamos diante do fim do mundo" e reflete avaliações de como o vírus está se espalhando -- não a gravidade de seus efeitos.

O vírus matou 42 pessoas no México e duas nos Estados Unidos, de acordo com a última contagem da OMS. Muitas das 2.099 pessoas com infecções confirmadas tiveram sintomas brandos similares aos da gripe sazonal.

Fukuda disse que os governos dos países deveriam fazer tudo ao seu alcance para se preparar para possíveis infecções pela cepa H1N1, que se dissemina por meio de tosse, espirros e gotículas do ar.

"Este é um momento no qual podemos trabalhar com os países para que eles se preparem o tanto quanto possível", disse ele em Genebra.

"Nosso ponto principal é ressaltar que há coisas que os países podem fazer, que podemos ajudá-los, para torná-los preparados para um possível aumento de pessoas doentes."

Cerca de 20 países do mundo, incluindo a China e a Rússia, impuseram restrições às importações de porco do México, dos EUA e de outros países afetados pela gripe. Respondendo a essas proibições comerciais, Fukuda afirmou que a carne não representa um risco pelo novo vírus, que não tem origem nos alimentos.

"Comer carne de porco não é um perigo em termos de adquirir essa infecção," afirmou ele.

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