OMS lutará para que proteção à saúde se reflita em tratado pós-Kioto

Genebra, 22 mai (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou durante sua Assembleia Geral promover a necessidade que o novo tratado sobre mudança climática que substituirá o de Kioto inclua a proteção à saúde.

EFE |

A Assembleia Mundial da Saúde, que acontece esta semana, aprovou uma resolução na qual pede para se lutar contra a mudança climática, ao reconhecer os devastadores efeitos nocivos contra a saúde pública.

Para alcançá-lo, defende que o tratado pós-Kioto que será aprovado em dezembro em Copenhague leve em conta os efeitos da mudança climática na saúde.

"Proteger a saúde e o bem-estar deveria ser um dos três principais objetivos do acordo; o reforço dos sistemas de saúde deveria ser nomeado como uma das áreas prioritárias; e deveriam ser aplicadas medidas de mitigação do aquecimento global que alcancem um benefício sanitário", diz a resolução.

"A resolução reconhece que a mudança climática está afetando nossa saúde e que precisamos atuar para tentar mitigar seus efeitos de forma rápida e eficaz", explicou em entrevista coletiva María Neira, diretora do departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

E acrescentou: "Copenhague é uma oportunidade sem igual para poder incluir a consciência sobre os efeitos do aquecimento global na saúde".

A resolução inclui que o tratado pós-Kioto "assinale a necessidade de proteger os sistemas de proteção da vida, como a comida, o lar, a água e a energia, e que estes precisam de um compromisso global justo que obrigue a reduzir as emissões de efeito estufa".

A diretora da OMS explicou que junto à resolução, foi aprovado um "ambicioso" plano de ação para ser aplicado imediatamente.

María destacou que é essencial trabalhar com os setores privados para tentar melhorar certos aspectos que tiram muitas vidas e que têm fácil solução, como controlar a poluição interior causada por uma má combustão.

Internamente, o setor de saúde também deverá fazer um esforço para se adaptar, visto que é um dos principais consumidores de energia.

Neira explicou que a OMS implementará um plano de colaboração técnica para ajudar os países que precisem dele para ver quais são suas vulnerabilidades e como poderiam solucioná-las. EFE mh/ma

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