OMS lamenta desigualdades no acesso à vacina contra gripe suína

A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, lamentou nesta terça-feira os privilégios dos países mais ricos no acesso à vacina contra a gripe suína, em detrimento dos habitantes dos Estados mais pobres.

AFP |

"As capacidades de produção de vacinas contra a gripe não são infinitas e são, infelizmente, insuficientes para um mundo de 6,8 bilhões de pessoas, das quais quase todas são suscetíveis a ser contaminadas por este vírus completamente novo e altamente contagioso", afirmou Chan em uma conferência da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

"A melhor parte destes recursos limitados seguirá para os países mais ricos. Mais uma vez nós vemos que o acesso é recusado pela impossibilidade de pagar pelos mesmos", criticou.

"Em termos de saúde, as políticas públicas continuarão sendo imperfeitas enquanto o acesso às ações que salvam vidas continuar favorável aos mais ricos", completou.

Na segunda-feira, a médica Marie-Paule Kieny, diretora do departamento de pesquisas de vacinas da OMS, afirmou que a pandemia de gripe suína não pode ser detida e, portanto, todos os países precisarão de vacina.

"Os especialistas consultados pela OMS determinaram como prioridade a vacinação de todos os que trabalham no setor de saúde para que possam manter o sistema de saúde em andamento", declarou.

Durante uma reunião no início de julho, os países em desenvolvimento e a OMS pediram a adoção de para garantir o acesso dos países mais pobres às vacinas, como doações, preços vantajosos ou a cessão de parte das reservas dos países mais ricos.

hmn/fp

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