OMS faz alerta contra cigarro eletrônico

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez na sexta-feira um alerta contra o uso de cigarros eletrônicos, afirmando que não há provas de que ele seja segurou ou ajude os fumantes a abandonarem o vício.

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Produzido inicialmente na China e difundido pela Internet para países como Brasil, Grã-Bretanha, Canadá e Israel, esses cigarros ganharam popularidade apesar da falta de aprovação das autoridades, segundo a OMS.

Um cigarro eletrônico típico consiste de um tubo metálico com uma câmara que contém nicotina líquida, vendida em cartuchos recarregáveis. O usuário traga sem acender, o que supostamente permitiria o uso em locais onde há restrição ao fumo, segundo a OMS.

Mas, em vez de fumaça, o usuário inala uma tênue névoa de nicotina, 'junto com potencialmente muitos outros compostos tóxicos sobre os quais não temos certeza', segundo Douglas Bettcher, diretor-interino da Iniciativa Contra o Tabaco da OMS.

Em entrevista coletiva, ele disse desconhecer 'absolutamente qualquer evidência científica que confirmasse que o cigarro eletrônico é um dispositivo seguro e eficaz para que se deixe de fumar'.

'Testes toxicológicos e clínicos ainda não foram realizados nesse produto', acrescentou.

Segundo ele, não há comparação com outros métodos que podem ajudar fumantes a parar, como emplastos e gomas de nicotina.

'Se os produtores e comerciantes do cigarro eletrônico quisessem ajudar os fumantes a parar, deveriam operar dentro dos marcos regulatórios adequados', disse Bettcher.

Sem citar nomes, ele recriminou fabricantes que estariam usando o nome e logotipo da OMS em embalagens e sites, sugerindo uma aprovação da entidade.

A agência disse estar em contato com seus 193 países integrantes para alertar sobre 'essas alegações falsas e não-testadas'. A Turquia, disse ele, já proibiu as vendas.

Ele disse que o produto apareceu de repente no mercado, surpreendendo a OMS, que só neste ano soube da sua existência.

Em 2003, a OMS adotou um novo tratado com regras contra a propaganda de cigarros, já ratificado por 160 países.

O tabagismo é a principal causa evitável de mortes no mundo. Doenças pulmonares, cardíacas e circulatórias que são provocadas pelo cigarro, entre outras, causam 5,4 milhões de mortes por ano, segundo a OMS.

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