OMS estuda elevar alerta para gripe suína e admite gravidade da situação

Virgínia Hebrero. Genebra, 26 abr (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) estuda elevar o nível de alerta mundial diante do surto de gripe suína que está se espalhando por México e Estados Unidos, após confirmar o potencial pandêmico do vírus e não descartar que possa sofrer mutações e ficar ainda mais perigoso.

EFE |

O secretário-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, confirmou hoje que o novo vírus - que já matou pelo menos 22 pessoas no México - tem o potencial de se estender por outras partes de mundo.

Fukuda destacou, no entanto, que o mundo está "muito melhor preparado" do que em situações similares anteriores, como nos episódios de gripe aviária, justamente pela experiência acumulada nos últimos cinco anos de luta contra estas doenças.

O responsável da OMS disse em entrevista coletiva que a entidade estuda se deve elevar o nível de alerta mundial do grau 3 para o grau 4, o que deverá ser decidido na terça-feira a partir das informações coletadas.

"Se decidirmos passar para o nível 4 (da escala que vai até 6), será uma mudança muito significativa, pois mostrará que um vírus potencialmente pandêmico como este terá provado que é capaz de ser transmitido de pessoa para pessoa" fora de pequenos grupos, como os dos familiares que cuidaram de seus doentes, acrescentou.

Nesse caso, os países deverão começar a tomar medidas muito estritas, diz o representante da OMS.

O especialista não descarta a hipótese de o vírus da gripe suína evoluir e se tornar ainda mais perigoso, mas garantiu que "os últimos cinco anos nos puseram na melhor situação possível para enfrentar esta situação".

Fukuda contou que a OMS possui cinco milhões de doses de Tamiflu, o remédio empregado contra a gripe aviária e que também serve para combater a gripe suína, e que os países também têm seus próprios estoques para o período mais imediato.

"Se a situação piorar, acho que a demanda por antivirais também crescerá, e isto exigiria um aumento na produção deste remédio", disse o secretário-geral adjunto da entidade.

O especialista também afirmou que a OMS começou a conversar com alguns laboratórios com o objetivo de iniciar pesquisas para uma vacina contra este vírus da gripe suína.

Entretanto, Fukuda negou que haja perigo em comer porco atualmente, em resposta às medidas decretadas por alguns países para bloquear a entrada deste tipo carne vinda do México.

Além disso, o representante da OMS lembrou que, nos casos atuais, os contaminados pela gripe suína não tiveram contato direto com porcos.

Fukuda disse que a organização "não tem evidências", até o momento, de que o surgimento deste vírus seja um ataque bioterrorista destinado a matar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas disse que a entidade continua estudando todas as possibilidades.

Desta forma, o secretário-geral adjunto do organismo respondia a uma pergunta em relação à viagem de Obama ao México na semana passada, ocasião em que se reuniu com um arqueólogo que morreu dois dias depois com sintomas similares aos da gripe suína. EFE vh/bba

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