OMS enfrenta desafio das mudanças climáticas em seu 60º aniversário

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que na segunda-feira completa 60 anos, decidiu enfrentar o desafio das mudanças climáticas, um fenômeno que já apresenta conseqüências sobre a saúde humana.

AFP |

Em 7 de abril de 1948, a constituição da OMS, adotada dois anos antes pelas Nações Unidas, entrava em vigor em uma reunião dos 48 Estados fundadores em Genebra. Para a então recém-criada organização, tratava-se, sobretudo, de combater as grandes doenças infecciosas que atingiam o planeta no término da Segunda Guerra Mundial.

Sessenta anos depois, a OMS, que conta agora com 193 Estados-membros, estendeu sua luta ao tabagismo e aos acidentes de carro, além de ter de enfrentar novas doenças, como a Aids e a gripe aviária.

O que preocupa, contudo, cada vez mais a diretora-geral da organização, a chinesa Margaret Chan, são as mudanças climáticas.

Em 2005, a organização assegurou que as mudanças climáticas contribuem para a morte de 150.000 pessoas por ano, enquanto cinco milhões ficam doentes.

Um exemplo é a alta da temperatura, que mata em razão das ondas de calor, ou provoca cada vez mais catástrofes naturais, como inundações, ciclones e secas. Além disso, o aumento das chuvas e da temperatura favorece a proliferação dos agentes transmissores de doenças tropicais, como a dengue.

Segundo um informe publicado em outubro, na conferência anual de pediatras americanos, as crianças ficam, particularmente, vulneráveis a doenças como asma e outras enfermidades respiratórias.

Todos os países do mundo estão expostos às conseqüências das mudanças climáticas, destaca a OMS, citando como exemplo o caso das infecções pelo vírus do Nilo Ocidental, que aumentam com rapidez nos Estados Unidos e no Canadá desde 1999, devido ao clima mais quente, que permite que os mosquitos se multipliquem.

As populações mais pobres são também as mais frágeis. Segundo John Juliard Goun, membro da OMS das Filipinas, a dengue irá ameaçar milhões de pessoas nesses países, nas próximas décadas.

Os aborígines da Austrália serão um dos que mais sofrerão com o aumento das temperaturas, que será especialmente forte nas regiões desérticas, como apontou um estudo publicado no início do ano.

Mais de 8.000 pessoas trabalham para a OMS, na sede da organização em Genebra e em seus 147 escritórios espalhados pelo mundo. A organização dispõe de um fundo de 4,2 bilhões de dólares para o período 2008-2009.

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