OMS eleva a quase 1.500 casos da gripe; jovens são mais afetados

Virgínia Hebrero. Genebra, 5 mai (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o número de casos confirmados da gripe suína a 1.

EFE |

490 em 21 países, sendo que 30 das ocorrências derivaram em morte, e constatou que o vírus segue infectando mais os jovens.

Porém, o diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, advertiu que o número seria superado em poucas horas, porque "os casos estão aumentando constantemente".

Fukuda esclareceu, em coletiva de imprensa, que o aumento de casos comunicados à OMS "se deve tanto a novas infecções como ao fato de que estão sendo feitos novos testes de laboratório".

O responsável disse que o comitê científico integrado por mais de 100 especialistas de vários países está reunido esta tarde de forma virtual com o objetivo de trocar experiências e dados para tentar responder a todas as dúvidas sobre esse novo vírus.

Fukuda disse que, de acordo com os dados da OMS, um padrão geral é que "as pessoas que estão sendo infectadas continuam sendo relativamente jovens, todas menores de 60 anos" e frisou que a idade média dos doentes é de em torno de 20 anos.

Os cientistas da OMS estão investigando a razão de os jovens serem os mais afetados, embora, segundo Fukuda, o primeiro fator seja social. "Simplesmente porque os jovens viajam mais", explicou.

"Mas também estamos investigando se há algo nos mais velhos que contribua para que estejam sendo menos infectados", assinalou.

Segundo ele, os primeiros infectados geralmente são os jovens, e mais tarde "são os mais velhos os mais afetados".

Fukuda ressaltou que a OMS agora reduziu o período de incubação da gripe "para entre um e cinco dias ou uma semana, no máximo".

Os números, significativamente menores em comparação com as estimativas anteriores, que falavam em duas semanas, "o que significa que se está se aproximando do período de incubação de uma gripe normal estacional", comentou o diretor-geral da OMS.

Quanto à gravidade do vírus, Fukuda afirmou que na maioria dos países os casos são "leves", mas "se deram casos de doença respiratória grave em pelo menos dois países, México e Estados Unidos".

Se no primeiro já se sabia - e de fato é onde se produziram quase todas as mortes, nos EUA foram originados vários casos de hospitalização por "pneumonias graves" e outros com necessidade de respiração com ajuda de aparelhos.

"Mas estamos determinando se isso ocorre com muita ou pouca frequência", completou.

Outro aspecto destacado por Fukuda é que até o momento a OMS não detectou uma transmissão de pessoa para pessoa que não esteja relacionada com viagens ao México ou aos EUA.

Segundo ele, também se está tentando determinar até que ponto os pacientes infectados e que já se recuperaram estarão mais protegidos contra o vírus.

"Podemos dizer que têm uma proteção relativa. Se já foram infectados têm uma certa proteção perante o vírus, mas o normal é que isso dure dois anos, porque depois o vírus muda e já não há defesa", assinalou.

Por outro lado, a OMS disse hoje que começou a enviar 2,4 milhões de tratamentos de Tamiflu - um dos dois remédios que servem para tratar a gripe - a 70 países a fim de antecipar uma possível pandemia.

A porta-voz Fadela Chaib disse não ter a lista dos países que receberam o remédio, mas frisou que um deles é o México, onde há cerca de 600 casos confirmados da gripe, com 29 mortes, segundo a OMS.

Os outros receptores são também países em desenvolvimento que não dispõem de reservas de Tamiflu, e as doses foram enviadas de Basiléia (Suíça), Maryland (EUA) e Dubai, acrescentou.

Os remédios enviados são parte das reservas de cinco milhões de tratamentos de Tamiflu que a empresa suíça Roche doou à OMS em 2006.

EFE vh/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG