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OMS e FAO pedem maior vigilância para impedir contaminação com melamina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência da ONU para a alimentação (FAO) lançaram um apelo nesta sexta-feira, em um comunicado, para uma maior vigilância, frente a uma possível propagação dos produtos contaminados com melamina, depois do escândalo do leite adulterado chinês.

AFP |

Elas também pediram aos países onde foram descobertos produtos contaminados que "garantam a segurança e a alimentação de milhões de crianças", neste comunicado comum publicado em Roma.

"Restaurar a confiança dos consumidores é fundamental. Os produtos contaminados por melamina devem ser retirados da cadeia alimentar para prevenir qualquer nova forma de contaminação. O fornecimento de lacticínios seguros deve ser restaurado imediatamente", destacou Ezzedine Boutrif, responsável pela divisão de proteção dos consumidores da FAO, neste comunicado.

Os outros países precisam "vigiar seus mercados", depois de informações, reveladas nas últimas semanas, sobre a descoberta de produtos importados contaminados com melamina, destaca o texto, sem identificar esses países.

Se a contaminação for confirmada, "ações apropriadas devem ser tomadas, como o 'recall' dos produtos", afirmaram a OMS e a FAO.

"A segurança alimentar não depende apenas das autoridades", mas também da indústria agroalimentar, acrescentaram, pedindo à dita indústria que "invista" neste âmbito.

Lembrando que a amamentação "é a melhor maneira" de alimentar os recém-nascidos, as duas organizações também consideraram "crucial garantir um fornecimento adequado de leite em pó seguro para atender às necessidades dos bebês que não mamam no peito".

O escândalo do leite contaminado com melamina, uma substância química normalmente utilizada na fabricação de colas ou resinas, provocou a morte de quatro recém-nascidos na China, e 53.000 crianças tiveram que ser internadas por problemas renais.

O escândalo começou com o leite em pó, antes de se estender a uma série de produtos contendo leite, como sorvetes e balas.

Mais de 12 países proibiram a importação de lacticínios chineses ou tomaram providências para limitar o consumo destes produtos.

fmi/yw-lm

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