OMS: Doenças cardiovasculares são principal causa de morte no mundo

Genebra, 27 out (EFE).- As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, mas as infecções respiratórias ocupam o primeiro posto nos países de baixa renda, segundo um relatório global divulgado hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

EFE |

No mundo, as principais causas de óbitos depois das doenças cardiovasculares são as infecções respiratórias, diarréia, aids, tuberculose, câncer de pulmão e acidentes de trânsito, segundo o amplo estudo elaborado com os dados de mortes de 2004.

Nos países pobres, matam mais as infecções e doenças parasitárias, assim como a diarréia.

Das 60 milhões de pessoas que morreram em 2004, mais da metade tinha mais de 60 anos, mas o relatório mostra claramente as diferenças por regiões.

Na África, 46% de todas as mortes em 2004 foram de menores de 15 anos, enquanto nos países ricos apenas 1% eram desse grupo de idade.

Inversamente, só 20% dos mortos na África tinham mais de 60 anos, enquanto no mundo industrializado esse total era de 84%.

De cada dez mortes no mundo, seis se deveram a doenças não infecciosas, três a infecciosas e uma a ferimentos.

Em 2004, morreram 10,4 milhões de crianças menores de 5 anos, 73% delas por seis causas: infecções respiratórias agudas (especialmente pneumonia), diarréia, nascimentos prematuros, infecções neonatais, asfixia ao nascer e malária.

No mundo todo, homens entre 15 e 60 anos correm muito mais risco de morrer do que as mulheres da mesma faixa etária.

Essas mortes se devem principalmente às taxas mais elevadas de cardiopatias e aos traumatismos.

Esta diferença é mais marcada na América Latina, no Caribe, no Oriente Médio e no Leste Europeu.

Se entre os adultos africanos a principal causa de morte é a aids, os europeus dessa faixa etária morrem mais de doenças cardiovasculares e ferimentos.

Com base nos dados de 2004, a OMS elaborou projeções para 2030, que indicam que haverá uma grande redução das mortes por doenças transmissíveis, inclusive aids, tuberculose e malária.

As mortes por aids devem aumentar de 2,2 milhões em 2008 para 2,4 milhões em 2012, caindo depois para 1,2 milhão em 2030.

Prevê-se que em 2030, as doenças não transmissíveis sejam responsáveis por 75% das mortes, entre elas câncer, que aumentará de 7,4 milhões de óbitos em 2004 para 11,8 milhões em 2030.

Também está previsto aumento de 28% das mortes devido a ferimentos, cuja causa principal serão os acidentes de trânsito, que passarão de 1,3 milhão de falecimentos de 2004 para 2,4 milhões em 2030.

Para esse ano, a OMS prevê que as principais causas de morte sejam as doenças cerebrovasculares e as infecções respiratórias, especialmente pneumonia.

As mortes por tabagismo devem aumentar de 5,4 milhões em 2004 para 8,3 milhões em 2030, quando representarão quase 10% do total de óbitos.

A aids diminuirá, mas continuará sendo a 10ª causa de morte no mundo. A tuberculose cairá para a 20ª posição, e a diarréia, para a 22ª.

O envelhecimento da população aumentará os casos de câncer, e os acidentes de trânsito subirão da 9ª para 5ª causa de morte. EFE vh/wr/jp

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