OMS diz que pandemia de gripe suína poderá ser branda

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na terça-feira que o surto atual de gripe suína poderá ocasionar uma pandemia apenas branda, mas advertiu que a pandemia de gripe de 1918, que matou dezenas de milhões de pessoas, começou dessa forma. É totalmente possível...que vejamos uma pandemia muito branda. Essa seria a melhor das situações, a menos que a situação atual simplesmente pare ou desapareça, afirmou a jornalistas Keiji Fukuda, diretor-geral adjunto da OMS.

Reuters |

"Acho que devemos ser cautelosos e respeitosos com o fato de que o influenza se move de maneiras que não podemos prever."

"A pior pandemia do século XX ocorreu...em 1918 e também começou como uma pandemia relativamente branda que não era muito percebida na maioria dos lugares. Então, na época do outono, ela se tornou uma pandemia muito grave, uma dos episódios de doenças infecciosas mais graves já registrados."

A nova cepa do vírus da gripe suína que matou 149 pessoas no México espalhou-se para mais países na terça-feira, aumentando os temores de uma pandemia e afetando os mercados financeiros.

Fukuda, que é norte-americano e especialista em influenza, disse que não há uma boa explicação para o fato de os casos no México parecerem mais graves do que os de outros países. Sete dos 26 casos confirmados em laboratório no México morreram, afirmou ele.

Em todo o mundo, 79 casos já foram confirmados em laboratórios reconhecidos pela OMS e oficialmente notificados à agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Os casos mais recentes são de três pessoas na Nova Zelândia, dois na Grã-Bretanha e um segundo caso na Espanha.

Fukuda disse que havia uma clara possibilidade de o novo vírus estabelecer infecções em comunidades de diversos países, mas seria muito cedo para dizer que isso é inevitável.

A OMS voltava sua atenção para as necessidades dos países em desenvolvimento, cuja história indica ausência de recursos e infraestrutura para combater doenças infecciosas emergentes.

"Eles são atingidos de forma desproporcionalmente dura", afirmou ele.

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